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Inspiração_Músicas

http://www.youtube.com/playlist?list=PL2Qomsvtkbw-15LHGbY-nASCDS8QTbub5

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Imprevisível

Imprevisível

Como o tempo

Como a vida

Como a chuva

Invisível

Como o tempo

Como a essência da vida – que está em todos os lugares

Como o cheiro da chuva

Imprevisível

como eu

Como nós – quando nos permitimos ser nós.

Inteiros e partes

Sabendo e não sabendo

Satisfeitos ainda que vazios.

Vivos. Viva!

 


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Diz o povo nas margens…

“Sempre pensar em ir
Caminho do mar
Para os bichos e rios
Nascer já é caminhar

Eu não sei o que os rios
Tem de homem e do mar
Sei que se sente
O mesmo e exigente chamar”

Maria Bethânia, em Francisco, Francisco


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Contabilidade para não contadores

Ontem passei o dia estudando contabilidade. E, quem diria, foi muito legal.

 

A aula foi do professor Sérgio, na Fundação Dom Cabral, dentro do Projeto Dignidade, de capacitação de empreendedores de projetos de negócios inclusivos. Foi uma excelente surpresa entender o valor dos conhecimentos de contabilidade e ainda saí com um livro, Curso de Contabilidade para não contadores, para estudar melhor e aprofundar o nosso plano de negócios.

 

Excelente a oportunidade dada pela FDC, grande satisfação poder participar desse curso.


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O que realmente somos…

“O que verdadeiramente somos

é aquilo que o impossível cria em nós.”

 

Clarice Lispector

 


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Devaneios passantes

Muitas vezes não passam de passantes.

Outras, são entrantes que vid’adentram.

Como é da sorte da vida, passantes ou adentrantes,
passarinhos, pensamentos, pessoas, sentimentos, não obedecem a cláusulas, regras, horário ou calendário.

E com tanto ser vivente, seja humano ou tubarão,
impressiona a superpopulação.


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Abaixo a pobreza de espirito

#abaixoapobrezadeespírito!

 

Me incomoda imensamente ver a sobrevivência de discursos colonialistas e dominadores em pleno século XXI.

 

Como se falar de sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, direitos humanos ou dignidade humana, se o discurso que valida todas as desigualdades e disparidades que vivemos continua em voga, herdado dos colonizadores europeus que não podiam dar liberdades ao povo colonizado, pois este não estava pronto para tal?

 

Preste atenção! Muitas vezes você já pode ter sido vítima dele e nem se deu conta!

 

Em grande parte das vezes esse papo se desenrola com um “eles não estão prontos para isso”. O que vem antes pode ser a defesa da descriminalização do aborto ou das drogas, o acesso à educação, a aquisição de direitos civis – como o voto! – ou mesmo de direitos básicos – como o direito à terra ou à moradia, o direito à renda, e por aí vai. Em casos mais sutis, mas também muito observados, o “eles não estão prontos” se aplicam a questões de autonomia ou disciplina. Por exemplo, os funcionários da empresa tem que ter acesso limitado à internet pois não estão prontos para administrar o próprio tempo.

 

O pior de tudo vem depois, quando alguém se digna a perguntar: “Ah é? Mas porque não estão prontos?”

“Porque não tem educação”, “porque são pobres”, “porque não estão acostumados”, “porque nunca conviveram com isso”, “pois não tem cidadania”… Basicamente, formas de legitimar a manutenção das desigualdades de oportunidades e direitos. Pois se alguém não pode ter autonomia pois não está pronto para isso, e uma vez que a autonomia só pode ser exercida por quem a experimenta e vivencia, e então se apodera dela, como as pessoas se prepararão? Quando ficarão prontas*?

 

A pior que ouvi recentemente é que algumas pessoas não estão prontas ainda para sonhar ou para ter ideias revolucionárias, simplesmente porque… Provém de classes sociais muito baixas e não tem estudo formal. Ora essa, e desde quando para se sonhar é preciso dinheiro? É matéria do ensino superior?

 

O que nos negamos a assumir, talvez por necessidade de diferenciação dentro de uma sociedade de 7 bilhões de elementos, é que os seres humanos são, essencialmente, seres humanos. Antes de nascermos pobres ou ricos, no sul ou no norte, no ocidente ou no oriente, nascemos seres humanos. Não somos assim tão diferentes…

 

Chega de discursos pobres de espírito. E se alguém me perguntar o que fazer para um mundo melhor…

 

PENSE! Antes de repetir discursos absurdos, antes de fazer comentários bestas e preconceituosos, antes de soltar disparates por pura preguiça de refletir. Não coadune com a ignorância. Pense. Expanda horizontes. Não reproduza padrões que mantém e alimentam a desigualdade. Dê esse presente ao mundo e livre-nos da pobreza de espírito.

 

* Como se algum dia alguém fosse estar pronto! Viver é estar em constante mudança, o que legitima algumas pessoas a já estarem prontas, enquanto as outras ainda estão no forno?


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SER sustentavel – parte III

Continuando, então, a discussão sobre o porque a Sustentabilidade não existe sem seu tripé fundamental (economia, sociedade, meio ambiente),e, principalmente, sobre porque a Sustentabilidade não pode ser entendida simplesmente com questões ambientalistas, iniciada nos posts SER sustentável – parte I e SER sustentável – parte II.

 

Se a relação entre meio ambiente, economia e sociedade faz-se cada vez mais clara no que tange os efeitos da perda da biodiversidade sobre o meio socioeconômico, um fator do elemento sociedade deve ser reforçado, e, porque não, resgatado. O valor da face micro da sociedade: os pequenos coletivos e, até mesmo, os indivíduos.

 

Não haverá sensibilização e ação para a sustentabilidade se os indivíduos não forem acionados por caminhos eficazes. Não se trata apenas de mais campanhas sobre reciclagem ou sobre as terríveis possíveis consequências do aquecimento global.

 

No mundo da democracia virtual, do compartilhamento  e da coletividade (e aqui incluem-se todos os ‘crowds, as compras coletivas, o incentivo coletivo, o conhecimento colaborativo, os movimentos de engajamento virtuais) e da informação exacerbada, as pessoas precisam ser tocadas de maneira correta e precisam enxergar o todo para compreender o poder de suas ações.

 

Os indivíduos tomam montanhas de decisões ao dia, e são essas que determinam suas compras, a comida que comem, o emprego em que estão, o modo como vão trabalhar, a origem dos produtos consumidos, quantas pessoas trabalham para que cada um mantenha seu estilo de vida, dentre inúmeras outras decisões, como qual candidato votar nas próximas eleições (as municipais já estão chegando!!!).

 

Sem que percebamos, grandes feitos passam pelas mãos de cada um de nós. Da mesma forma que grandes desgraças, tragédias ou motivos de grandes reclamações. Mas, enquanto continuarmos tratando as grandes áreas do saber (as quais, basicamente, representam nossas vidas e a história humana na Terra), de forma segmentada, não nos daremos conta do quanto estamos conectados, e do quanto nós somos responsáveis por alterar – OU NÃO! – o que chamamos de sociedade.

 

Antes de prosseguir, coloco aqui exemplos muito breves e simples dessa rede que liga as pessoas e suas decisões às causas dessas nas “coisas” que nos envolvem:

- ao consumir carne bovina sem certificação de origem, você poderá estar contribuindo para o desmatamento de florestas e para a manutenção do trabalho escravo em fazendas de criação de gado;

- ao não retirar o excesso de água dos pratinhos de seus vasos você poderá contribuir para que algum vizinho seja infectado pela dengue;

- ao se calar diante de um amigo que bebe e dirige, você poderá contribuir para alguns graves acidentes de trânsito envolvendo a perda de algumas vidas;

- ao consumir mais do que deve, gerar lixo em excesso e, ainda, não dar a ele a destinação adequada, você estará contribuindo para enchentes e alagamentos em sua cidade.

"As pessoas não sabem seu real poder." Fonte: 9GAG, http://9gag.com/gag/2836331.

 

 

 


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