Quero saber qual foi a agência que fez a peça da Sorriso onde um grupo em um jipe, está preso no engarrafamento e de repente, através de um outdoor, eles caem no mar e se divertem no jet-ski. Todo o pessoal da agência deveria ir preso, sob a acusação de falta de vergonha por aprovar uma propaganda tão tosca e batida.
Aliás, é raro ver boas propagandas de cremes dentais…
Os outdoors da nova campanha do Itaú ficaram muito batutas. Conseguiram montar uma campanha direta, interessante e divertida, coisa rara quando se trata de bancos.
A propaganda que escutei hoje na Itatiaia me deixou curioso. Em determinado momento do anúncio da Nasa Distribuidora, o locutor diz que \”o papel higiênico Paloma está em promoção. E o papel higiênico Paloma você sabe, é lucro certo!\”
Daí vem a minha pergunta. O que você lucra com o papel? Você pode usar os dois lados? Você irá menos ao banheiro usando Paloma? Ou cada rolo tem 80 metros e custa R$0,50?
Quero saber qual é o conceito das peças que a AmBev colocou nos estádios, porque eu não saquei o que a tampinha em forma de sorriso e o \”Festeja com Brahma (ou Antarctica)\” representam. Algum publicitário se habilita?
Em Buenos Aires tive a oportunidade de assistir a Globo Internacional. O que me chamou a atenção foram as propagandas, que se resumem a anúncios de automóveis, imobiliárias e churrascarias, todas direcionadas aos brasileiros que moram nos EUA. O engraçado é que a produção das peças se compara as de propagandas para canais locais.
Vou citar apenas as mais toscas, curiosamente as três de concessionária. No anúncio da Sommerville Auto Center (não esqueci o nome), os serviços da oficina são cantados na melodia de \”Já sei namorar\”. Na segunda, uma loira horrorosa finge desviar de um carro que passa no chroma key. A iluminação é tão ruim que você vê a sombra da figura no chroma. E finalmente a terceira, onde um gaúcho baitola se transforma quando entra no carro. No final da propaganda o dono da loja diz prestar uma homenagem ao povo brasileiro.
Pelo menos é coisa de brasileiro para brasileiro, e não para exportação, né?
E o ensaio da Karina Bacchi no The Girl tem um anúncio de uma bomba peniana. Apesar de parecer o local ideal, achei completamente desnecessário…
Sempre que jogo sinuca eu lembro daquela propaganda horrorosa da Hair Club, uma clínica de implante de cabelos. A propaganda tem seguramente mais de cinco anos e não muda, é a mesma animação tosca das bolinhas de sinuca com carinhas felizes, recebendo um implante. Quem costuma assistir a Band-MG sabe do que eu estou falando…
O Pedrão tem razão. A borboleta da propaganda do MSN é muito boiola. Nada contra, mas não achei uma boa idéia.
: Via Patty, eu vi o anúncio fodão da Honda.
: Via Caio, eu li que o anúncio é plágio de um filme alemão.
Engraçado como as propagandas das boates daqui de Belo Horizonte possuem, em sua esmagadora maioria, slogans em inglês. Isso abre espaço pra uma pequena discussão. Será que os donos das casas noturnas pedem para as agências que evitem o português, talvez por acharem menos \”chique\” do que o inglês ou seria o publicitário, com preguiça de pensar um slogan bacana em português para a boate?
Não que eu seja contra o inglês, de maneira nenhuma, mas acredito que é possível sim, fazer slogans (por sinal, uma palavra já \”aportuguesada\”) bacanas na nossa língua.