Me espanta ver que em setembro de 2003 escrevi sobre a mesma coisa e a política não muda. A Globo, ao não citar nomes de empresas, acaba contribuindo com a não informação do público. Leia o post de 2003 e leia o que Victor Martins, o eficiente editor do Grande Prêmio, escreveu e tudo ficará claro.
E a política da “não informação” beira o ridículo. Para o jogo de domingo, contra o São Paulo, o Santos fechou dois patrocínios, sendo um de “uma empresa de cartões de crédito” (Visa) e de uma “fabricante de meias” (Lupo). Na Superliga de Vôlei, todos os outros veículos colocam os nomes “verdadeiros” dos times. Sada/Cruzeiro, Cimed/Florianópolis, Vivo/Minas e por aí vai. Menos a Globo, que transforma em Cruzeiro, Minas etc.
Resultado? Confusão e dúvida para quem lê ou só acompanha pela emissora platinada. Sete anos depois, a frase ideia continua a mesma: falar o nome de uma empresa dentro de uma matéria não é propaganda, é informação.
Aliás, só um último adendo. Se você só acompanha o globoesporte.com, pode ter certeza de que está perdendo tempo.
Propaganda boa é essa, anunciando a embreagem automática da DKW. Já que sou herdeiro de um Vemag 65 manual, acho posso mostrar toda a tecnologia – opcional – do veículo!

Ontem a Fabs, brava colega de pós-graduação, mostrou um vídeo institucional produzido para um cliente, com várias crianças falando sobre o amanhã, mudanças e transformações. Ficou sensacional, principalmente porque são aquelas opiniões sinceras e ingênuas que só as crianças tem.
Uma menina disse “Se eu pudesse me transformar, seria pra alguma coisa que não atrapalhasse a natureza… tipo uma borboleta!”. Um garotinho, de no máximo uns cinco anos: “Se eu pudesse, viraria um Power Ranger!”
E esse garotinho ainda soltou a melhor de todas, ao responder a clássica pergunta “O que você vai ser quando crescer?”. “Eu vou trabalhar com sorvete, mas vou chamar duas pessoas, pra não ter que trabalhar o dia inteiro”.
Eu sabia que a Joss Stone tinha algum defeito. Eu só não sabia qual. Acabei de descobrir: ela é vegetariana e fez campanha pra Peta. É o que diz essa matéria do Terra. Como vocês podem ver, a foto é fantástica mas ela veio com o velho papo de que “não come carne porque não quer ver os animais sofrerem”. Sei.
Só pra deixar registrado: É incrível como a Peta consegue ser incrivelmente chata nas manifestações, mesmo com a Pamela Anderson sendo garota-propaganda.
E no lançamento do modelo 2007 de seu carro, a equipe Honda lançou também o site My Earth Dream, com o objetivo de alertar o mundo para as causas ambientais. Ao invés de patrocínios e pinturas, o carro tem estampado uma foto da Terra.
Eu gostei demais da idéia. Utilizar o alcance global da Fórmula 1 para fazer o alerta de que nosso mundo está acabando é interessante e válido. Sem contar o marketing institucional e a promoção da marca, posicionando a Honda como uma equipe de ponta e preocupada com os rumos do planeta. Se não me engano, a categoria utilizará combustível renovável em 2009, embora o consumo anual somado de todas as equipes é inferior ao de uma simples viagem de avião entre o Rio de Janeiro e Paris.
Contudo, como bem disse o Caio sobre o projeto “Amazônia para Sempre”, o que é necessário fazer é levar e discutir esse assunto na grande mídia. Claro, o aquecimento global e o uso de energia renovável são pautas constantes (e o Oscar de melhor documentário também trata dos assuntos), mas a falta, ou a demora na tomada de ações é que me preocupa.
Entertainment Any Time. Marketing viral bacana da Sprint. Aproveite para bancar o motorista de táxi e tratar mal seus clientes.
Alguns banners do Terra são tão infames que mereciam estar juntos dos fictícios no Desencannes.
O Cruzeiro lançou nova camisa e divulgou aos quatro ventos que atuará com numeração fixa, como forma de marketing. Bacana, mas na prática ainda não se confirmou e duvido que vá. Fui à loja oficial comprar a nova vestimenta, de preferência com o número diferente dos tradicionais 7, 8, 9 e 10. Pra começar, só a camisa azul está disponível. Além disso, o vendedor disse que não sabe se as “camisas com nome e número vão chegar e é provável que cheguem somente entre os número 7 e 11″. Pergunto então, pra que tanta divulgação de uma ação que talvez nem se confirme? Pra que fazer vontade no sujeito pra comprar a camisa do Kerlon, do Argel, se o máximo que ele pode é comprar a camisa 8 e tacar o próprio nome na camisa? Francamente, se for pra fazer, que faça direito. Sem querer ir buscar exemplos na Europa, na loja oficial do Boca Juniors, você compra o uniforme “limpo” e coloca, na própria loja, o número e nome de sua escolha. Aposto que sai mais barato pra Topper e pro Cruzeiro.
Hoje, durante a tradicional ida ao Super Nosso (supermercado já citado nesse humilde log), Medeiros me chamou a atenção pro anúncio colocado do lado de fora da loja. \”Super Nosso, o menor preço médio da região\”.
Taí um jeito de fazer propaganda sem enganar os clientes e sem sair perdendo. Quero dizer, você consegue convencer o cliente de que ali ele tem o menor preço.
Mas, que diabos é o \”preço médio\”? Seria a soma dos valores de todos os produtos da loja, divididos pela variedade? Ou a soma de dois ou mais produtos é mais em conta do que certo produto em separado? Tipo, arroz mais feijão no Super Nosso custa R$6,22, enquanto na concorrência, o preço é R$7,30. Eu vou descobrir isso. Só sei que é uma tremenda estratégia de marketing.
Aliás, segundo O Princípio Dilbert, marketing é dizer para as pessoas que elas fedem, para vender desodorantes. É justo…
Ontem eu vi a primeira propaganda na TV do Pátio Savassi, o novo shopping da cidade. Na peça, um branquelo fica cantando um rap, mostrando como é bom poder andar tranquilamente na Savassi. Não gostei, primeiro porque a música vai contra a imagem do bairro onde eles estão instalados. Segundo, você iria em um shopping cujo jingle é cantado por um sujeito tipo eu? Eu não.