Confesso que me divirto com alguns comentários em posts antigos. Principalmente quando a argumentação dos textos não muda, mesmo com o passar do tempo.
Quer um bom exemplo? Leia o post “ A MTV Hits, os clipes ruins e a fórmula do hip-hop“. As argumentações da juventude são engraçadissimas de tão rasas. “Quem gosta de rock é burro”, “Hip Hop fala da nossa realidade” e por ai vai.
Curiosa é a falta de respeito com as diferenças, bem típico da juventude. Quem gosta de hip hop é legal, quem não gosta é bobo, chato e feio. Acho que vou começar a cutucar essa turma pra ver até onde essa diversão vai.
Vou dar uma dica para vocês: Jamais entrem no Chatroulette. Na semana retrasada, incentivado pela minha curiosidade e meu faro para inutilidades, entrei no site pela primeira vez. Para quem não sabe, o site é basicamente é um chat, que te conecta aleatoriamente com qualquer pessoa que esteja lá. Não tem login, não tem apelido, não tem nada. São duas imagens de webcam e um campo para conversa.
Em dez minutos de experiência não consegui travar conversa com ninguém. Se bem me lembro, foram 19 homens e duas mulheres. Nenhuma quis papo comigo. Para piorar, dos 19 homens, pelo menos dez estavam nus e com a câmera focada para o respectivo falo. E eles apareceram de forma seguida. Foi muito pinto para uma vida inteira.
Coisa de gente maluca, sem dúvidas. Fiquei pensando que tipo de pessoa consegue se excitar com um site desses.
O pior é que tem gente que se diverte no chatroulette. Merton é um desses sujeitos (observem o vídeo abaixo). Encapuzado, ele toca piano para quem aparece na sua tela. Até o Ben Folds fez uma ode para o sujeito. Uma ilha de sanidade no meio da bizarrice.
Fico triste ao constatar que muita gente ainda confunde o que é Spam. E essa falta de conhecimento pode ser um tiro no pé de quem busca divulgação do seu trabalho. Como músico semi-profissional, sei que a estrada é longa, árdua e muitas vezes injusta. Mas não acho que a invasão do espaço alheio seja o caminho para apresentar alguma coisa. Pois bem, hoje fui surpreendido com a seguinte mensagem no twitter:
@felipecabeca Hey VOCÊ que AINDA ACREDITA no ROCK! Já conhece a banda paulistana CONDESSA SAFIRA?
Se eu acredito no rock? Sim, acredito. Não como forma de salvar o mundo, mas como forma de diversão. O que não acredito é no Spam. Afinal, não pedi pra receber essa mensagem. E foi isso que respondi para a moça. Ela argumentou que não é spam, afinal “Spam, é aquele recado chato que pessoas mandam para TODOMUNDO, certo? Eu as pessoas que mandarei o recado. Ou seja, eu tenho o trabalho de mandar para as pessoas “certas”. E isso não é spam! Isso é DIVULGAÇÃO”.
Argumentei que isso continua sendo spam. E ao invés de cativar o público, isso acaba criando uma rejeição. O pior, a moça em questão nem era da banda, mas sim uma fã. Ou seja, faz os outros pagarem o pato dela. De qualquer maneira, não acho que insistir com essa figura vai adiantar alguma coisa, principalmente enquanto a invasão do espaço eletrônico alheio for tolerada.
E, nem tão a ver com o post, mas já perceberam que só tem spam pra coisa ruim? Nunca vi e-mail em massa ou mensagens excessivas no twitter para me oferecerendo Häagen-Dazs, caixas de Therezópolis Gold ou uma festa na mansão da Playboy.
Em time que está ganhando se mexe. Recebi hoje o convite para migrar meu orkut para a nova interface, muito parecida com a do Facebook.
No geral, está legal, mais amigável e melhor do que a anterior. Algumas internas, no entanto, ficaram iguais. E sinto que existem grandes falhas de usabilidade, como a dificuldade no gerenciamento de amigos. Tirando isso, acho que vai agradar aos novos e velhos usuários.
É esperar pra ver…
Eu sempre gostei da Revista VIP. Tanto que sou assinante há pelo menos dez anos. Nesse tempo li muitas matérias engraçadas e ensaios interessantes. Os textos e as colunas me agradam e, modéstia à parte, acho que meu estilo de escrever casa bem com a revista.
Mas a revista sempre pisa na bola, principalmente quanto tenta fazer a convergência entre o hype e mulher bonita. Foi assim com os “avatares mais quentes do Second Life” e agora com o ensaio das “twitteiras mais gostosas”.
Primeiro: listar as “twitteiras mais gostosas” em 2009 é tão idiota quanto listar as “fotologueiras mais gostosas” em 2004/5. Com a singela diferença de que o fotolog era entupido de auto-fotos de jovenzitas com decotes profundos e expressões lascivas. Se você fosse uma “gostosa”, você tinha muitas oportunidades para mostrar todo o seu gingado através das fotos. Com o Twitter você tem uma chance só: sua foto de perfil. A culpa não é da VIP, é claro. Alguns idiotas resolveram compilar a lista e a revista foi na onda.
Segundo: A graça do twitter está diretamente relacionada ao que você posta. Caso contrário, não faz sentido você acompanhar as atualizações da pessoa. Apenas um dos três perfis escolhidos pela VIP me trouxe um conteúdo mais ou menos interessante. As outras duas não me apeteceram nem por um segundo.
Terceiro: O efêmero faz parte do jornalismo. No fim do ano mal vamos lembrar dessas mocinhas na revista. Pode ser até que o twitter tenha caído em declinio e tudo voltará ao “normal”. No entanto, fica a curiosidade pra saber qual será a próxima rede social que terá sua compilação de mulheres gostosas.
PS: Acho que esse assunto talvez possa trazer uma discussão interessante sobre a eterna busca pelos 15 minutos de fama. Os decotes profundos e peitorais malhados do fotolog foram também para o orkut. Resultado: Milhões de recados e amigos. Agora a onda é chegar aos milhões de seguidores com o desafio de não ter nada relevante para falar. Talvez a VIP ajude nesse ponto, não?
Quando trabalhava com “comunicação e marketing dentro em uma indústria que produz e comercializa reagentes e equipamentos para diagnósticos in vitro”, era bastante comum eu precisar explicar o que era o negócio. A explicação mais fácil e eficaz era “você já fez um exame de sangue? Então, a gente faz o que pinga na amostra e a máquina que analisa isso”. O entendimento era imediato, não pelo processo, mas pela famialiridade com o assunto.
Hoje trabalho em uma agência que basicamente faz “arquitetura de informação e pesquisa em ambientes digitais”. Obviamente isso é tão complexo quanto “diagnóstico in vitro”, por isso simplesmente respondo “trabalho com internet”. E essa foi a minha resposta ao porteiro novo do meu prédio. No entanto, sua resposta me deixou momentaneamente de queixo caído: “E o que é isso?”. “Ah, é… assim… compu… computação”.
Até aquele exato momento a minha ficha não tinha caído. “Todo mundo hoje está na internet”, frase batida pregada pelos profissionais do nosso meio não se aplica. Sim, as classes C, D e E estão cada dia mais presença na web, principalmente com os jovens, mas talvez a faixa acima dos 35 anos esteja fora dessa inclusão.
O curioso que a senhora que trabalha lá em casa sabe o que é internet, nem que seja de maneira abstrata. Eventualmente me pergunta se posso pegar alguma receita da Ana Maria Braga ou achar alguma informação para ela. A referência para os dois deve(ria) ser a mesma: o Jornal Nacional e Super (ou qualquer outro jornal de 50 centavos), que sempre citam a internet em suas matérias. Mas parece que o buraco deve ser mais embaixo.
A única conclusão que consegui chegar é que, incrivelmente, as pessoas conhecem mais sobre diagnóstico in vitro do que sabem sobre internet. Algo muito mais complexo e muito mais próximo ao mesmo tempo. Será que isso serve para direcionar alguma ação futura online?
Comprovei nesses dias fora da cidade que o Twitter provou ser uma grande perda de tempo para assuntos triviais, e que blog por blog, é salutar me dedicar ao Cabeça. Sendo assim, decidi que vou usar o Twitter para divulgar o que escrevo por aqui. Para isso, estou utilizando o Twitme para isso. Vamos ver se funciona…
Minha experiência de microblogagem chegou ao fim hoje. Cansei demais do Plurk. É interessante, é bonitinho, mas enche o saco.
UOL lança nova página de notícias. Ficou bom de maneira geral. Mais limpo, mais fácil de navegar. No entanto, Eu achei que a marca é quase uma cópia da logo do Firefox.
… mas acho que não vou. No sábado, enquanto esperava Carol chegar para o show do Paulinho da Viola, encontrei a Thaís na porta do Chevrolet Hall. E ela me disse: “Analisei seu blog outro dia“. Adorei. Em quase seis anos, é a primeira análise, crítica ou algo do tipo deste humilde espaço. Se a Thaís me permitir, começarei a me descrever com as suas palavras: “É um bom geekzinho, um bom viajante e um bom gatekeeper de bobagens.”
A única crítica é quando ela falou que eu sou um cara de momentos com o blog. Eu, infelizmente, sou um cara de momentos de trabalho. E eles são muitos, que me impedem de dedicar mais tempo pra cá!