Desde 2002 falando bobagem (e coisa séria também)
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Bruno, o cavalheiro

Uma máxima de Jerry Seinfeld defendida por mim é a seguinte: “O problema de falar é que ninguém impede que você diga a coisa errada”. Me parece que o Bruno, goleiro do Flamengo não entendeu muito bem a mensagem. Ao comentar o incidente do Adriano com a esposa, resolveu mandar o cavalheirismo e os bons modos para escanteio.

Muitos que são casados sabem que, às vezes, em um relacionamento, é preciso uma discussão, ou até mesmo algo mais sério. Quem nunca brigou ou até saiu na mão com a mulher?. Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, xará. Quando a adrenalina está alta não tem lugar

Para quem já pintava e bordava quando jogava por aqui, essa declaração vira somente a cereja do bolo. Lastimável.


O caso Jóbson

Fiquei chocado com a declaração de Jóbson. Quando perguntado no julgamento se havia cheirado cocaína (razão pela qual estava sendo julgado), ele surpreendeu e disse que na verdade é usuário de crack, “desde 2008″.

Para mim, além de uma tentativa do advogado de impedir o banimento do futebol, mostrou um pedido de ajuda do Jóbson e além disso, a extrema necessidade de colocar juízo na cabeça dos atletas. É ponto pacífico que os clubes não podem controlar a vida dos jogadores, e quem tem um razoável contato com o meio sabe de casos pontuais de falta de limites dos caras. Certamente o Jóbson não é o único, nem vai ser o último a passar do ponto, mas acredito que foi o primeiro em começo de carreira a admitir que é viciado. E só essa pode ser a explicação para o cara vacilar. Porque um sujeito que depende do corpo pra ganhar seu salário, não pode dar um mole desses. Ainda mais em um ambiente onde o anti-doping ocorre de maneira sistemática. Fazer uso constante e “achar que não vai ser pego” é de uma idiotice tremenda.

Vale registrar também a falta de tato dos clubes em tratar destes assuntos polêmicos. Seja no Brasiliense ou no Botafogo, Jóbson precisava de ajuda e direcionamento antes do acontecido e não depois. A sorte que ele ainda é novo e que dois anos é tempo de sobra para se tratar e voltar ao esporte. Esperamos que limpo e de cabeça boa. :)


Das rapidinhas do esporte no fim de semana

“Quem foi melhor, Sócrates ou Raí?” é uma das eleições mais absurdas de todos os tempos. Em qualquer planeta, incluindo esse, Sócrates foi MUITO melhor do que Raí. E isso não se discute.

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Rubinho, Button e a Brawn fizeram bonito na Austrália. Acordei para ver a corrida e não me arrependi. Se a temporada for divertida igual foi a primeira corrida, teremos um bom ano pela frente!

Já a temporada da “Escroque” Car, como o Flávio Gomes gosta de chamar, não promete nada. Carros mal testados e pegando fogo, transmissão da Globo porca, capôs voando durante a corrida toda. É triste ver que a divisão máxima do automobilismo brasileiro está jogada às traças pela Globo e proibe seus participantes de criticarem qualquer coisa relativa à categoria.

Finalmente, depender do Júlio Cesar pra garantir um empate no Equador é demais pra mim. Brasilzinho vagabundo.


Duas opiniões sobre um mesmo assunto

Acho que muita gente leu sobre o pacote proposto pelo presidente Lula, que modifica alguns pontos do Estatuto do Torcedor, visando trazer mais segurança para quem frequenta estádios de futebol.

Resumidamente, o pacote submete os estádios à laudos técnicos mais criteriosos, criminaliza torcedores por atos de vandalismo e – a proposta mais controversa – institui o cadastramento do torcedor, que receberia um cartão de identidade que também serve como ingresso.

Obviamente, os comentários variaram entre elogios e críticas. Selecionei duas opiniões, que me chamaram à atenção. Uma, principalmente pela (falta de) argumentação. Foi a coluna do Chico Maia, comentarista de televisão local e colunista do “O Tempo”, jornal da capital que minha irmã ganhou uma assinatura. Por conta da obrigação de preencher seu espaço, resolveu falar bobagem, do tipo “Bem a seu modo, usando de uma fala que lhe garante mais de 80% de aprovação popular”. Fazendo média com autoridades locais, o colunista falou, falou e não acrescentou nada. Típico.

Por outro lado, Fábio Koff, presidente do Clube dos 13 também deu suas opiniões. Também foi contra a carteirinha, mas apresentando fatos e dando apoio às outras medidas do governo.

Eu vou com Fábio Koff. Acho que a carterinha é uma boa medida, mas que pode ser melhor trabalhada. O que não pode é fazer como nosso amigo colunista, reclamar por reclamar, sem ao menos ler e entender o que foi proposto. Infelizmente, salvo raríssimas exceções, essa é prática comum dentre os colunistas e jornalistas daqui. Uma pena.


Hoje é dia de Brasil e Argentina

Como em 2004, a zona pelos ingressos foi a mesma. Poucas pessoas conseguiram comprar suas entradas pela maneira convencional. Pelo que li, dos 57 mil ingressos, 42 mil estão na mão de autoridades, cambistas e convidados. Ou seja, os que “sobraram” começam a aparecer hoje no mercado paralelo. Certamente a tia do seu amigo que é funcionária estadual vai ter uma entrada disponível. E vai ter cambista com ingresso sobrando na porta do Mineirão.

Eu até queria ir. Não enfrentei fila e não vou comprar de cambista. Quero muito que o Brasil ganhe, mas a perspectiva de ver o último jogo do Dunga no comando da seleção me faz até desejar o contrário. De repente, se tiver a sorte bater na minha porta como em 2004, eu até vá ao jogo.

E por favor, não me apedrejem. É fato que o Brasil vai se classificar para 2010 e vai ser pelas próprias pernas. Mas se é necessário perder e trocar o técnico pra ver a seleção jogando bonito, que seja assim.


Aflitos 2

Na verdade, me exaltei em relação ao comportamento da polícia pernambucana. O despreparo seria igual em qualquer lugar do Brasil, embora André Luis tenha se comportado como marginal e por isso foi tratado como tal.
O ridículo é ver a interdição dos Aflitos, usando a desculpa do gramado, que está em péssimas condições. Se o estádio realmente for interditado, teremos a maior das injustiças do futebol.


O excesso nos Aflitos

A quarta rodada do Brasileiro vai ficar marcada pela confusão no jogo entre Náutico e Botafogo. Total despreparo de André Luis, que simplesmente surtou depois da expulsão e certamente ofendeu os policiais. “Certamente” porque em uma situação daquelas eu duvido que alguém fale algo polido como “os senhores estão equivocados na decisão”.

Muito pior no entanto, foi completo despreparo da polícia pernambucana, que armou um esquema de guerra pra mandar um jogador para o vestiário. A Tenente Lúcia teve a audácia de falar:

Ele (André Luís) saiu exaltado de campo e lançou uma garrafa de água na torcida. Ela parou nas sociais do Náutico, bateu num senhor de idade e quebrou os óculos dele. Depois, fez gestos obscenos. Nos chamou de polícia de merda. Não houve exagero por parte dos policiais. As imagens são claras”

As imagens mostram claramente o uso desnecessário da força. E mostram que a polícia, pelo menos em algumas partes do Brasil, precisam estar melhor preparadas para lidar com situações que não o combate ao crime e que não necessitem do uso da força.


Ê Ronaldo

Ronaldo poderia ter ficado sem essa. O pior que são tantas coisas fantásticas nessa história que é difícil escolher um ponto. Fato 1: O travesti Andréa tentou extorquir o rapaz. Fato 2: Ronaldo, com toda sua fama e fortuna poderia arrumar um(a) profissional mais qualificado(a) para o serviço, por exemplo, Bruna Surfistinha, se ela ainda fizesse programas. Fato 3: Claramente percebe-se que são homens. Por céus, será assim tão difícil diferenciar homens de mulheres?
Para uma leitura mais cômica sobre o tema, recomendo o Te Dou Um Dado!


Até o Romário já previa

E acabou a passagem de Romário pelo comando do Vasco. Ele queria escalar o Abuda na frente, mas Eurico Miranda, o dono do time, queria Alan Kardec. Euricão dá as regras, Romário não aceita e sai.

Juca Kfouri falou bem, Romário merecia um final de carreira mais digno do que esse. O problema, talvez, tenha sido treinar o Vasco e sofrer com a diretoria. São coisas do futebol…


A Copa do Mundo é nossa!

Sim, tem pelo menos umas duas semanas que anunciaram a Copa de 2014 no Brasil. Azar, só consegui escrever agora. Bom porque na semana passada arquivaram a CPI MSI/Corinthians, com a desculpa de que qualquer investigação atrapalharia a realização da Copa no país. De repente, dá pra juntar tudo.

Primeiro, é a (segunda) chance de investirmos em Infra-estrutura. Aproveitarmos a grana que vem para o país e transformarmos isso em linhas de metrô, rodovias, melhorias pra população, sei lá. É utópico, é, sem dúvidas, mas quem sabe de repente, em 2014, as coisas não estejam melhores?

Segundo, tudo bem que Senado e Câmara não são Delegacia de Polícia. Não tem que ter CPI pra tudo, mas tem coisa mais vergonhosa do que retirar o nome depois da pressão de Ricardo Teixeira, além das supostas ligações de Aécio Neves e José Serra? Fui palhaço duplamente: em acreditar que essa pressão não existiria e ver que o “meu” deputado tirou o dele da reta.

Em tempo, a lista dos que mudaram de idéia está aqui.


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