Numa boa, depois de mais um papelão de Emerson Leão, só consigo pensar uma coisa: O tempo dele já passou. Pior, ele é clichê.
Todo clube é a mesma coisa, uma briguinha com os jogadores, uma cutucada na imprensa e um quebra pau no estádio. A parte do quebra pau geralmente nasce de uma reclamação contra a arbitragem e acaba aumentando. Normal e patético.
Fosse machão e um homem de fibra, Leão já teria pedido as contas, largando esse stress (e essa necessidade de ceninha) que o futebol lhe proporciona.
Das minhas previsões para as quartas, errei a do Brasil. Ok, as outras foram em cima do muro, mas acertei as classificações de Uruguai, Espanha e Alemanha. Vou com todo mundo e aposto da Alemanha como campeã.
Não vou chover no molhado, uma vez que todos os meios de comunicação já debateram extensivamente as quartas de final, a eliminação Brasileira e a demissão do Dunga. Sequer falarei da convocação e da grosseria praticada por Felipe Melo. Aliás, como já conversamos aqui, Dunga também foi um grosseiro ao longo da competição. E pra piorar, aproveitou para mostrar como não se comportar como “comandante” (ou qualquer outra patente militar), ao abandonar o campo ao fim da partida contra a Holanda.
Voltando à Copa, acho que a final será entre Holanda e Alemanha, embora torça para que Uruguai e Espanha surpreendam e invertam o favoritismo. A ver.
Costumo dizer que existe uma grande diferença entre o “achar” e o “torcer”. Posto isso, posso dar meus palpites para as quartas de final.
Torço para uma semifinal “Copa América”, com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Porém, acho que uma ou duas seleções ficarão pra trás. Nesse caso, Argentina e Paraguai dariam adeus à Copa do Mundo.
O duelo entre Argentina e Alemanha é o mais equilibrado. 50% de chances pra cada equipe. Temos 60% de chances contra a Holanda, o mesmo que o Uruguai tem contra Gana. Já nossos irmãos falsificados do Paraguai, tem só 30% de chances contra os espanhóis.
Sexta e sábado prometem!
A briguinha de Dunga com Alex Escobar me mostrou duas coisas. A primeira é boa, o técnico da Seleção é um democrata, distribui seus coices em todo mundo. Ou seja, como bem pontuou Flavio Gomes em seu blog da Copa, mostra que a relação CBF/Globo pode sim sofrer abalos. E força a emissora a fazer um produto menos ufanista e mais jornalístico, o que também é sempre bom.
Por outro lado, demonstra todo o rancor de Dunga com os jornalistas, o mesmo que o crucificaram em 1990 e colocaram o time de 1994 (o qual era capitão) em xeque. É uma perda de tempo. Ele poderia dar essa resposta com os seus resultados à frente da seleção. Com um futebol que não me agrada, mas que funciona.
Iria completar falando que umas aulas com o Rodrigo Paiva, assessor da CBF, caíriam bem, mas ao que parece, nem ele consegue frear o estilo ditatorial do selecionador nacional.
Vou ser honesto, o Chile fez o melhor jogo da Copa até agora. A quantidade de peladas de sábado pra cá foi impressionante, incluindo o jogo do Brasil. O primeiro tempo do nosso jogo contra a Coreia do Norte foi de uma apatia de dar medo. E acho que esse vai ser o sentimento até o fim, um time sem graça, meio sem cor, jogando pelo resultado.
Ainda pela primeira rodada, a Espanha, além de complicar minha vida em um bolão, foi a grande decepção e não fiquei tão impressionado com a performance da Alemanha.
Se a tônica da segunda rodada for Uruguai e África do Sul, podemos prever jogos melhores. A derrota dos bafanas também me complicou no bolão e ainda decretou o fim da caminhada sulafricana na competição. Triste porque sempre é legal ver os times africanos em Copas. Mas será uma coisa boa, caso signifique a diminuição de vuvuzelas nos estádios.
Primeiro dia e o Grupo A nos deu dois jogos bem mais ou menos. Apesar dos dois empates, a partida entre África do Sul e México, considerado o “jogo de fundo”, foi melhor do que a “atração principal”, França e Uruguai.
Das quatro equipes, posso dizer que o time francês foi decepcionante, bem fraco, se compararmos com a equipe de 2006. As outras três equipes estão dentro do que eu esperava.
Pior do que as pérolas de Galvão, só as vuvuzelas. O único momento de paz, e que mesmo assim durou dez segundos, foi após o gol do México. Fora isso, os Sul Africanos mostraram que estão com o pulmão em dia.
E Thierry Henry pedindo o toque de mão do zagueiro uruguaio já está concorrendo ao troféu “Cara de Pau 2010″.
Bagas me cobrou algumas palavras sobre a convocação de Dunga para a Copa da África. Resolvi escrever depois de ser possuído por um ódio rampante, que foi diminuindo ao longo do dia. Agora cheio de sono, faço a análise.
Tirando uma meia dúzia de aberrações, Dunga seguiu a lógica do seu trabalho e dos seus clichês: “amor a camisa”, “comprometimento”, “espírito de grupo” etc. Ok, são valores que faltaram em 2006, por exemplo. Mas, como resolver o problema dos “comprometidos” que são perna de pau? “Amor a camisa” não resolve falta de futebol.
Dessa forma, não levaria de jeito nenhum Felipe Melo, Kleberson e Josué. Levaria mais meias, como Ronaldinho Gaúcho e quem sabe, Paulo Henrique Ganso. Se o Kaká se machucar, ou se o Dunga quiser aumentar a criação do time, Julio Baptista ou Elano não vão suprir essa carência.
De qualquer maneira, o futebol de resultados deu certo em 1994. Vamos torcer para que dê certo em 2010 também. Fácil não vai ser, mas quem sabe…
Imagine se Michael Dell, CEO da firma homônima, começasse a provocar e cutucar Mark Hurd, presidente da HP, toda vez que sua empresa vendesse mais que a concorrente? E no trimestre seguinte, Hurd devolvesse a provocação? Talvez você pensaria, “Me parece que esses caras não são sérios e o negócio deles também não é”.
Partindo desse exemplo bobo, fica fácil sacar porque o futebol brasileiro não vai se profissionalizar tão cedo. Enquanto presidente se preocupar em cutucar o mandante do time adversário, ao invés de resolver problemas e liderar uma organização, a coisa não vai pra frente.
E vou falar que nesse quesito, Alexandre Kalil e Zezé Perrella são os melhores. Os dois resolveram, mais uma vez, falar pelos cotovelos ao invés de resolver problemas do clube.
O Zezé tem que usar flanelinha para enxugar o choro da festa do Atlético – Alexandre Kalil
Não ligo para o título mineiro conquistado pelo Atlético. Aliás, não aguento mais os jogadores do Atlético ligando para os do Cruzeiro para pedir alguma coisa do free shop. Só não ganhamos o Campeonato Mineiro porque jogamos com o Ipatinga com o time reserva. – Zezé Perrella
Esse tipo de provocação deve ser feita pelos torcedores, não por dirigentes. E cabe aqui um registro, deve ser a enésima vez que escuto/digito/leio/falo essa frase, de tão velha. Mas eles não aprendem. Esse eterno “mimimi” dos dois não é justificável. É antigo, não melhora a gestão de um clube, desgasta o sujeito para resolver os problemas de verdade e ainda pode incitar a violência entre os torcedores.
Fossem gestores realmente profissionais, Perrella e Kalil estariam discutindo formas de tornar o futebol minimamente rentável, sanar dívidas, fortalecer as instituições, estruturar departamentos (amadores) de marketing e afins, e não com esse discurso infantil de “eu tenho, você não tem”.
Sem entrar nos méritos do jogo de domingo, só gostaria de dar uma sugestão para o Alessandro, atacante do Ipatinga. Mandar a torcida do seu ex-time (qualquer que seja ele) para algum lugar (qualquer) não é legal. Só vai queimar a sua imagem e render julgamentos na Justiça Desportiva. Grato.
Uma máxima de Jerry Seinfeld defendida por mim é a seguinte: “O problema de falar é que ninguém impede que você diga a coisa errada”. Me parece que o Bruno, goleiro do Flamengo não entendeu muito bem a mensagem. Ao comentar o incidente do Adriano com a esposa, resolveu mandar o cavalheirismo e os bons modos para escanteio.
Muitos que são casados sabem que, às vezes, em um relacionamento, é preciso uma discussão, ou até mesmo algo mais sério. Quem nunca brigou ou até saiu na mão com a mulher?. Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, xará. Quando a adrenalina está alta não tem lugar
Para quem já pintava e bordava quando jogava por aqui, essa declaração vira somente a cereja do bolo. Lastimável.