Confesso que me divirto com alguns comentários em posts antigos. Principalmente quando a argumentação dos textos não muda, mesmo com o passar do tempo.
Quer um bom exemplo? Leia o post “ A MTV Hits, os clipes ruins e a fórmula do hip-hop“. As argumentações da juventude são engraçadissimas de tão rasas. “Quem gosta de rock é burro”, “Hip Hop fala da nossa realidade” e por ai vai.
Curiosa é a falta de respeito com as diferenças, bem típico da juventude. Quem gosta de hip hop é legal, quem não gosta é bobo, chato e feio. Acho que vou começar a cutucar essa turma pra ver até onde essa diversão vai.
Não sou um grande entusiasta do rap, admito. Mas gosto do Common. Talvez pelo fato dele ter gravado com a Joss Stone, talvez por ele ter aparecido no episódio “Godfathers and Sons” da mini-série “The Blues“, ou porque ele não faz o gênero gangster, que eu morro de preguiça.
“Go!” é do disco “Be”, de 2005. E é um dos “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer“.
Eu podia escolher qualquer música do “Pump” para a categoria, mas escolhi “F.I.N.E.”. Lembro que João Henrique me deu esse disco de aniversário, em 1996 ou 1997, com a recomendação: “Cabeça, esse é um bom disco de rock”. O cara já sabia das coisas! As dez músicas do disco são muito boas, incluindo as clássicas “Janie’s Got a Gun”, “Love in the Elevator” e “Monkey on My Back”.
Nunca é demais falar, esse cara faz um rock honesto.
Uma das bandas mais divertidas que já tocou no planeta. E esse riff não sai da minha cabeça, é impressionante.
Sabe aquelas pessoas que de tão sinceras ficam idiotas? Pois é, John Mayer acaba de entrar nessa lista. Ele foi matéria de capa da edição de fevereiro da Rolling Stone americana. Antes, vale registrar que sou fã do seu trabalho e que deve ser legal tocar com ele. Já li algumas coisas muito bacanas escritas por ele, especialmente a relação entre paparazzi e artistas. Mas nas seis páginas de “The dirt mind and lonely heart of John Mayer“, John é tão honesto que em alguns trechos suas “verdades” caem no campo das bobagens ou do papel de vítima.
Primeiro a sinceridade, ao afirmar que fica incomodado com as pessoas que o fazem furar a fila do restaurante ou do banheiro. Ele acredita que “Continuum” é seu melhor disco e não o mais recente, “Battle Studies” e que seus recentes sonhos eróticos sempre envolvem uma mulher e um paparazzi. Mas ai ele podia parar ai, mas não, resolve continuar: “Estou procurando a Joshua Tree* das vaginas, mas enquanto isso é melhor transar com as garotas que já transei. Só para não precisar explicar que o John Mayer está interessado nelas”.
De música mesmo, a entrevista praticamente não fala. E descontruindo o lado pessoal do rapaz, vemos um sujeito até comum, só que com fixação em falar bobagem: Filmes de sacanagem, masturbação, falos e por ai vai.
Assim que a revista saiu, John, através do Twitter, conseguiu resumir bem o sentimento de muita gente (inclusive da fã-mor, a Carol) após ler a entrevista.
Just read my Rolling Stone cover article. I’m still not sure if I would want to hang out with me. – link
Talvez seja mais ou menos por ai. A exposição acaba detonando o mito que os fãs e admiradores tem. Pessoalmente, fiquei na mesma. Tirando a maconha e o remédio pra dormir, ele deve ser uma bela companhia pra jogar Call of Duty de madrugada.
* Fazendo referência ao disco definitivo do U2.
Essa música é do Boston, eu sei, você sabe. Mas a versão mais legal de todos os tempos é com o Turk, personagem de Scrubs.
Li hoje que o novo Código de Posturas de BH foi aprovado em primeiro turno. Vindo da Câmara dos Vereadores é uma vitória e tanto, sem dúvidas. Como bom otimista que sou, gostaria muito que os que aqui vivem começassem a respeitá-lo.
Um dos pontos que gostei foi a proibição dos carros de som. Porém, fiquei com uma dúvida: aqueles carros de passeio com sistemas de som ocupando toda a lateral das portas e porta-malas também entram nesse bolo? Se sim (e eu sou bem otimista), seria uma vitória dupla! Bom para a cidade e para acabar com a proliferação do mau gosto musical.

Battle Studies
“Battle Studies” é menos virtuoso que o “Try! John Mayer Trio Live”, mais cru que o “Continuum”, mas é bem honesto. E ultimamente, ando achando que na música, honestidade vale mais do que um disco bem produzido.
Marcus Miller e sua turminha tocando uma versão de What is Hip, eterno clássico do Tower of Power.
