Desde 2002 falando bobagem (e coisa séria também)
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Spin Doctors – What Time Is It?

Uma das bandas mais divertidas que já tocou no planeta. E esse riff não sai da minha cabeça, é impressionante.

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John Mayer, o bobo

Sabe aquelas pessoas que de tão sinceras ficam idiotas? Pois é, John Mayer acaba de entrar nessa lista. Ele foi matéria de capa da edição de fevereiro da Rolling Stone americana. Antes, vale registrar que sou fã do seu trabalho e que deve ser legal tocar com ele. Já li algumas coisas muito bacanas escritas por ele, especialmente a relação entre paparazzi e artistas. Mas nas seis páginas de “The dirt mind and lonely heart of John Mayer“, John é tão honesto que em alguns trechos suas “verdades” caem no campo das bobagens ou do papel de vítima.

Primeiro a sinceridade, ao afirmar que fica incomodado com as pessoas que o fazem furar a fila do restaurante ou do banheiro. Ele acredita que “Continuum” é seu melhor disco e não o mais recente, “Battle Studies” e que seus recentes sonhos eróticos sempre envolvem uma mulher e um paparazzi. Mas ai ele podia parar ai, mas não, resolve continuar: “Estou procurando a Joshua Tree* das vaginas, mas enquanto isso é melhor transar com as garotas que já transei. Só para não precisar explicar que o John Mayer está interessado nelas”.

De música mesmo, a entrevista praticamente não fala. E descontruindo o lado pessoal do rapaz, vemos um sujeito até comum, só que com fixação em falar bobagem: Filmes de sacanagem, masturbação, falos e por ai vai.

Assim que a revista saiu, John, através do Twitter, conseguiu resumir bem o sentimento de muita gente (inclusive da fã-mor, a Carol) após ler a entrevista.

Just read my Rolling Stone cover article. I’m still not sure if I would want to hang out with me. – link

Talvez seja mais ou menos por ai. A exposição acaba detonando o mito que os fãs e admiradores tem. Pessoalmente, fiquei na mesma. Tirando a maconha e o remédio pra dormir, ele deve ser uma bela companhia pra jogar Call of Duty de madrugada.

* Fazendo referência ao disco definitivo do U2.


Boston – More Than a Feeling

Essa música é do Boston, eu sei, você sabe. Mas a versão mais legal de todos os tempos é com o Turk, personagem de Scrubs. :)

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Código de Posturas

Li hoje que o novo Código de Posturas de BH foi aprovado em primeiro turno. Vindo da Câmara dos Vereadores é uma vitória e tanto, sem dúvidas. Como bom otimista que sou, gostaria muito que os que aqui vivem começassem a respeitá-lo.

Um dos pontos que gostei foi a proibição dos carros de som. Porém, fiquei com uma dúvida: aqueles carros de passeio com sistemas de som ocupando toda a lateral das portas e porta-malas também entram nesse bolo? Se sim (e eu sou bem otimista), seria uma vitória dupla! Bom para a cidade e para acabar com a proliferação do mau gosto musical. ;-)


Battle Studies

Battle Studies

Battle Studies

O disco novo de John Mayer ainda não foi lançado oficialmente, mas já vazou. Ainda estou no processo de digestão do trabalho. Depois de Continuum e do “Where The Light Is”, combo excepcional de CD e DVD, esse disco me pareceu produto de um pé na bunda. Algo do tipo “minha vida amorosa está uma merda, vou fazer um disco”. E fez. Gostei muito de “Heartbrake Warfare”, “Perfect Lonely” e “Edge of Desire”.

“Battle Studies” é menos virtuoso que o “Try! John Mayer Trio Live”, mais cru que o “Continuum”, mas é bem honesto. E ultimamente, ando achando que na música, honestidade vale mais do que um disco bem produzido.


Marcus Miller – What is Hip

Marcus Miller e sua turminha tocando uma versão de What is Hip, eterno clássico do Tower of Power.
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Caducando

Depois de três anos de bons serviços prestados, parece que meu iPod está começando a caducar. O meu é um Mini de 4gb remanufaturado. O original, do mesmíssimo modelo, sofreu com uma placa mãe queimada. A minha sorte é que o infortúnio ocorreu 15 dias antes do fim da garantia, em 2006. A Apple me deu outro e posso dizer que ele me atende perfeitamente.

No entanto, os sinais da idade começam a aparecer. A bateria já não dura tanto, mas principalmente, o jack está com mau contato. Ou seja, sem motivo aparente o tocador pausa. Amanhã ligo para a assistência técnica. Por um preço razoável vale a pena manter o velhinho em bom funcionamento!


Michael e eu

Ontem eu cheguei em casa e vim checar e-mail. Aproveitei para ler a Globo.com e a manchete era: “Michael Jackson é internado”. Não sei porque, mas resolvi correr para o TMZ.com para ter mais informações. Meu queixo caiu no chão: “Michael Jackson is dead”.

Devo confessar, algumas (várias) lágrimas escorreram. Sim, a carreira já tinha ido para o saco, mas poxa, esse foi o primeiro cara que realmente fui fã. Fã de saber TODA a coreografia de Smooth Criminal, de ter um moonwalk de médio para bom, e finalmente, como diz o Chris Rock, esquecer o problema com as criancinhas. Já era triste ver o cara definhando, todos os problemas desde sua infância, essa história mal contada de crescer negro e bonito e terminar um branquelo magrelo. Porém, é mais triste saber que ele morreu cedo.

Michael influenciou umas duas ou três gerações de artistas e deixou suas “crias”, Justin Timberlake e Ushers da vida. Mas nenhum vai chegar perto da genialidade do original.

Valeu, Michael! :(

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Big Whiskey & The Groogrux King

Big Whiskey

Big Whiskey

Como um fã quase devoto, digo que é impossível não gostar de “Big Whiskey & The Groogrux King“, novo disco da Dave Matthews Band. Encaro essa gravação como uma (bela) homenagem à quem se foi, nesse caso o saxofonista LeRoi Moore. LeRoi morreu em agosto do ano passado, por complicações decorrentes de um acidente de moto sofrido dois meses antes. Nesse período, a banda já estava no processo de produção do novo disco.

O disco não é todo sensacional, mas tem suas boas músicas e um valor sentimental enorme. E é inevitável que as letras falem da morte, da perda e tristeza. Mas também falam do outro lado: amor, conquista, felicidade, prova de que o luto é necessário, mas não é eterno. As músicas não são longas e não tem as improvisações características, mas estão bem redondinhas. Jeff Coffin, o saxofonista substituto, fez um bom trabalho. O guitarrista Tim Reynolds aparece também na hora certa. Mas o grande registro fica pra Carter Beauford. O baterista está destruindo, tocando como nunca tocou antes.

Para os fãs, vale a audição e a boa lembrança da figura de LeRoi. Para os que não conhecem, aposto que “Shake Me Like a Monkey” e “Why I Am” serão as preferidas.


Simonal

Por recomendação da minha tia, fui assistir ao filme “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei“. Confesso, não conhecia muito da carreira do cantor. Sabia de seus sucessos, dos dois filhos e da fama de “X-9 do regime militar”. E recomendo que vocês assistam. O documentário muito bem feito e produzido. Wilson Simonal competiu pau a pau com “rei” Roberto no quesito popularidade. Parece que perdeu por bem pouco.

O legal do filme é (a tentativa de) desmistificação e explicação das grandes polêmicas de sua carreira: “O dedo duro do governo militar” e o tal fato de ter encomendado a tortura do seu ex-contador. Nesse caso, até o contador foi ouvido, quase 40 anos depois. Depoimentos de Simoninha, Max de Castro, Chico Anysio, Ziraldo, Pelé, Miele, contam as polêmicas e outros pontos da vida de Simonal. É interessante ver que a dicotomia vivida no período foi uma das responsáveis pelo julgamento do cantor.

E é triste ver que sua sina continuou mesmo após a queda do regime. Ninguém mudou de idéia ou quis reerguer Wilson Simonal.

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