Nunca antes na história desse país fiquei tanto tempo sem escrever. Mas é totalmente justificável, uma vez que ainda estou sem acesso à internet em casa (culpem a Net), por favor.
São tantas coisas pra falar e tudo aconteceu de forma tão rápida, que vou tentar explicar tudo em um post ou alguns, só para – na malandragem – dar um pouco mais de volume para o blog.
A mudança
Estava insatisfeito com algumas coisas em BH e, meses depois de flertar e quase me mudar para o Rio de Janeiro, resolvi tentar São Paulo. Fiz alguns contatos e meu currículo acabou ficando onde seria o ponto de partida. Havia uma vaga com meu perfil aqui. Cumpri meu acordo na agência e vim de peito aberto para cá.
Já sabia que todo mundo lá em casa iria me apoiar e foi o que aconteceu. Carol também me deu um apoio tremendo e isso me deixou muito tranquilo pra encarar a barra. Depois de dois anos, voltei a morar com a Bia, minha prima. Logo, estou bem localizado e amparado.
Profissionalmente, também é algo inédito, já que nunca trabalhei no terceiro setor. Cada dia aprendo uma coisa nova. Como sempre, vamo que vamo!
Não é possível ser gerente de projetos e do lar ao mesmo tempo. Ou você deixa seu trabalho arrumado e deixa a luz do banheiro queimada. Ou esquece de passar relatório pra chefe porque ficou pensando demais na ração da Naomi que acabou.
Ainda acho o meio termo.
Em dezembro e janeiro, a coisa mais pontual que existe nessa cidade é a famosa chuva Lavapião. Sabe qual é essa, né? É a chuva que cai britanicamente às 17h50. E acaba sacaneando a vida de todos nós, trabalhadores desprotegidos das intempéries.
Ah, e vale só um registro. O Lavapião não faz distinção de meio de transporte. Se você tiver a pé, chove. De ônibus, chove. De bicicleta, chove também. De carro, chove granizo. Dessa forma, quando o tempo fecha, ficamos na eterna dúvida: apostar quanto tempo vai durar a chuva e adiantar o serviço ou aceitar a derrota e ficar encharcado? Confesso de coração que a primeira opção me parece mais sensata.
A vida tem dessas coisas. Aqui na agência atendo uma rede de moteis. Na quinta agendamos uma reunião para tratarmos de diversos assuntos e o encontro seria no cliente. Sim, no motel. Antes disso, liguei para a Carol e disse: “Amor, se te falarem que me viram entrando no motel com um cara… bem, é verdade. Mas eu posso explicar”. Chegamos, eu e o designer, às 11h da manhã no estabelecimento onde fica o marketing. Ele dirigia, eu era o passageiro e a entrada (do motel) para fornicadores e trabalhadores é a mesma.
“Bom dia, temos uma reunião com o fulano e a fulana”. A moça não entendeu no começo, achou que era algum tipo de senha, mas permitiu nossa entrada. Estacionamos na vaga 15, quarto Standard, e fomos para a reunião. Tratamos de vários assuntos, retorno de campanha, planejamento pra 2010 etc. Por via das dúvidas, posicionei a minha cadeira com as costas para a parede.
A reunião estava tão produtiva que o nosso horário avançou e fomos convidados para almoçar lá. Cardápio de motel. Pedi um filé ao molho madeira e enquanto os pratos ficavam prontos, pude conhecer o backstage, sem trocadilho, de um motel. Fiquei bem feliz de saber que os caras são nossos clientes. Tudo é muito limpo e existe uma preocupação imensa com o cliente. Melhor assim! Almoçamos em uma sala de reuniões que fica próxima à sala do estoque. Ali, todo o tipo de item que compõe o cardápio erótico, com tamanhos, formas e preços distintos. Porém a parte curiosa, por assim dizer, da história: a janela dessa sala fica próxima da janela de um quarto. No momento que o almoço começava, naqueles 30 segundos de silêncio entre sentar e dar a primeira garfada, ouvimos uma mulher gritar a plenos pulmões “Vai! Vai! Vai seu cachorro!”. Constragimento da moça que trabalha lá. “Me desculpe!”, “Sem problemas, são ossos do ofício!” Almoçamos, nos despedimos e fomos embora, às 14h40.
Foi assim que fiquei três horas no motel e eu não peguei ninguém.
Desde segunda-feira estou de volta à AddX. Estou assumindo a Gerência de Projetos, além de fazer um pouco de planejamento e outras coisinhas. Trabalho não vai faltar e motivação também não!
Aos amigos da Mapa Digital, meus sinceros agradecimentos!
E vida que segue!
Depois de 110 ligações em dois dias com apenas sete sucessos, você começa a se questionar se o telefone é realmente a melhor maneira de recrutar gente para um Card Sorting não presencial.
Ê vidão…
Desde segunda estou engrossando a lista de desempregados desse Brasilzão de Deus. Foi bom enquanto durou, conheci muita gente boa, aprendi bastante. Agora é vida que segue!
E quem precisar de profissional de comunicação e marketing, favor me dar um toque.
Nota: Geralmente não costumo falar de pormenores profissionais, mas não poderia deixar passar batido. Essa foi a matéria que colocamos no jornal “Vespasiano em Notícias”, que circula em Vespasiano e Lagoa Santa, cidades que estamos mais próximos. A linha editorial do jornal segue esse lado mais emotivo. Fato é que o trabalho do Pelotão 193 é louvável e merece ser assistido.
Labtest arrecada união e solidariedade na SIPAT 2008
A programação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) 2008 da Labtest foi diferenciada. Foram oferecidas palestras sobre Relacionamento, Educação e Cidadania no Trânsito e Educação Financeira, além de sessões de Quick Massagem e o projeto Indústria Saudável do SESI.Mas a grande estrela da SIPAT foi o teatro do Pelotão 193, grupo teatral criado e formado inteiramente por militares do Corpo de Bombeiros. A peça conta de maneira cômica, situações reais vividas pelos militares no dia-a-dia de trabalho, além de dicas para evitar acidentes. O Pelotão abriu a semana da SIPAT levando muita diversão e informação para a Labtest.
Mas a peça só aconteceu por causa da solidariedade dos empregados da Labtest. O Pelotão 193 desenvolve um trabalho sério junto às entidades carentes. E a condição para qualquer apresentação do espetáculo “Fala a Verdade – Você não vai morrer de rir porque o bombeiro não deixa” é a arrecadação de um mínimo de 350 kg de alimentos. Assim, foi organizada uma grande campanha de arrecadação na Labtest, com informações no quadro de avisos, nas bandejas do refeitório e através de e-mails. É uma ação que visava ajudar o outro, e que acabou ajudando e unindo os próprios empregados. Toda a empresa se envolveu e fez sua parte, incentivando e torcendo pelo cumprimento da meta. Dentre as iniciativas, os empregados do setor de Produção se juntaram e compraram fardos de alimentos. E o setor de Automação e o setor de Logística jogaram uma partida beneficente. O resultado foi um total de 665 kg arrecadados, que foram entregues para a Nossa Vivenda Casa dos Idosos, entidade situada em Lagoa Santa, onde vivem cerca de 70 idosos. A entrega ocorreu na sexta-feira, 20/06, com direito a coral, palmas e muita emoção.
Observem o e-mail que recebi aqui no trabalho:
De: ***** ***** [mailto:*****.******@*********.com]
Enviada em: quinta-feira, 8 de maio de 2008 15:49
Para: Felipe
Assunto: RE: LabtestFelipe – Please see the attached picture of Booth Package #1. We can provide graphics for the back wall; each panel is 38 1/8″ wide x 87″ tall. We can also do graphics on the booth side walls, these walls are 77 ½” wide x 27″ tall and the front of the counter, 38 1/8″ wide x 27″ tall. Please also reference our artwork guidelines prior to submitting any artwork. All graphics can be created for $15/sqft and this cost would include the installation.
Eu tenho certeza absoluta que ela mandou as medidas do stand no formato imperial só de sacanagem. Isso porque em todos os quatro e-mails anteriores, a gente só falava em metro.
Ô preguiça, sô.