Desde 2002 falando bobagem (e coisa séria também)

Arruda

Nunca na minha vida achei que veria um governador preso no Brasil. Diferente do presidente, não acho que a prisão de Arruda seja ruim para a consciência política do país, muito pelo contrário. Acho que finalmente esse país pode ir mais pra frente!


Epifania

Existe um episódio de Scrubs em que Janitor instala uma privada no telhado do hospital. E lá era o local de suas epifanias. É uma pena que as minhas aconteçam sempre no momento em que não consigo registrá-las, leia-se tomando banho.

É impressionante. A ideia para um texto, para uma ação, um groove sempre vem quando estou no banheiro. Se não me engano, também já previ números da Mega Sena e a fórmula para combustíveis eficientes e renováveis debaixo do chuveiro. ;-) Como nunca tenho nada a mão, fico tentando memorizar até o fim do banho. Mas todas as ideias vão embora pelo ralo, assim que termino.

Uma pena. Será que existe uma tampa de ideias para chuveiros? :)


A não-informação continua

Me espanta ver que em setembro de 2003 escrevi sobre a mesma coisa e a política não muda. A Globo, ao não citar nomes de empresas, acaba contribuindo com a não informação do público. Leia o post de 2003 e leia o que Victor Martins, o eficiente editor do Grande Prêmio, escreveu e tudo ficará claro.

E a política da “não informação” beira o ridículo. Para o jogo de domingo, contra o São Paulo, o Santos fechou dois patrocínios, sendo um de “uma empresa de cartões de crédito” (Visa) e de uma “fabricante de meias” (Lupo). Na Superliga de Vôlei, todos os outros veículos colocam os nomes “verdadeiros” dos times. Sada/Cruzeiro, Cimed/Florianópolis, Vivo/Minas e por aí vai. Menos a Globo, que transforma em Cruzeiro, Minas etc.

Resultado? Confusão e dúvida para quem lê ou só acompanha pela emissora platinada. Sete anos depois, a frase ideia continua a mesma: falar o nome de uma empresa dentro de uma matéria não é propaganda, é informação.

Aliás, só um último adendo. Se você só acompanha o globoesporte.com, pode ter certeza de que está perdendo tempo. :)


John Mayer, o bobo

Sabe aquelas pessoas que de tão sinceras ficam idiotas? Pois é, John Mayer acaba de entrar nessa lista. Ele foi matéria de capa da edição de fevereiro da Rolling Stone americana. Antes, vale registrar que sou fã do seu trabalho e que deve ser legal tocar com ele. Já li algumas coisas muito bacanas escritas por ele, especialmente a relação entre paparazzi e artistas. Mas nas seis páginas de “The dirt mind and lonely heart of John Mayer“, John é tão honesto que em alguns trechos suas “verdades” caem no campo das bobagens ou do papel de vítima.

Primeiro a sinceridade, ao afirmar que fica incomodado com as pessoas que o fazem furar a fila do restaurante ou do banheiro. Ele acredita que “Continuum” é seu melhor disco e não o mais recente, “Battle Studies” e que seus recentes sonhos eróticos sempre envolvem uma mulher e um paparazzi. Mas ai ele podia parar ai, mas não, resolve continuar: “Estou procurando a Joshua Tree* das vaginas, mas enquanto isso é melhor transar com as garotas que já transei. Só para não precisar explicar que o John Mayer está interessado nelas”.

De música mesmo, a entrevista praticamente não fala. E descontruindo o lado pessoal do rapaz, vemos um sujeito até comum, só que com fixação em falar bobagem: Filmes de sacanagem, masturbação, falos e por ai vai.

Assim que a revista saiu, John, através do Twitter, conseguiu resumir bem o sentimento de muita gente (inclusive da fã-mor, a Carol) após ler a entrevista.

Just read my Rolling Stone cover article. I’m still not sure if I would want to hang out with me. – link

Talvez seja mais ou menos por ai. A exposição acaba detonando o mito que os fãs e admiradores tem. Pessoalmente, fiquei na mesma. Tirando a maconha e o remédio pra dormir, ele deve ser uma bela companhia pra jogar Call of Duty de madrugada.

* Fazendo referência ao disco definitivo do U2.


Lavapião

Em dezembro e janeiro, a coisa mais pontual que existe nessa cidade é a famosa chuva Lavapião. Sabe qual é essa, né? É a chuva que cai britanicamente às 17h50. E acaba sacaneando a vida de todos nós, trabalhadores desprotegidos das intempéries.

Ah, e vale só um registro. O Lavapião não faz distinção de meio de transporte. Se você tiver a pé, chove. De ônibus, chove. De bicicleta, chove também. De carro, chove granizo. Dessa forma, quando o tempo fecha, ficamos na eterna dúvida: apostar quanto tempo vai durar a chuva e adiantar o serviço ou aceitar a derrota e ficar encharcado? Confesso de coração que a primeira opção me parece mais sensata.


Boston – More Than a Feeling

Essa música é do Boston, eu sei, você sabe. Mas a versão mais legal de todos os tempos é com o Turk, personagem de Scrubs. :)

YouTube Preview Image

Spam do rock

Fico triste ao constatar que muita gente ainda confunde o que é Spam. E essa falta de conhecimento pode ser um tiro no pé de quem busca divulgação do seu trabalho. Como músico semi-profissional, sei que a estrada é longa, árdua e muitas vezes injusta. Mas não acho que a invasão do espaço alheio seja o caminho para apresentar alguma coisa. Pois bem, hoje fui surpreendido com a seguinte mensagem no twitter:

@felipecabeca Hey VOCÊ que AINDA ACREDITA no ROCK! Já conhece a banda paulistana CONDESSA SAFIRA?

Se eu acredito no rock? Sim, acredito. Não como forma de salvar o mundo, mas como forma de diversão. O que não acredito é no Spam. Afinal, não pedi pra receber essa mensagem. E foi isso que respondi para a moça. Ela argumentou que não é spam, afinal “Spam, é aquele recado chato que pessoas mandam para TODOMUNDO, certo? Eu as pessoas que mandarei o recado. Ou seja, eu tenho o trabalho de mandar para as pessoas “certas”. E isso não é spam! Isso é DIVULGAÇÃO”.

Argumentei que isso continua sendo spam. E ao invés de cativar o público, isso acaba criando uma rejeição. O pior, a moça em questão nem era da banda, mas sim uma fã. Ou seja, faz os outros pagarem o pato dela. De qualquer maneira, não acho que insistir com essa figura vai adiantar alguma coisa, principalmente enquanto a invasão do espaço eletrônico alheio for tolerada.

E, nem tão a ver com o post, mas já perceberam que só tem spam pra coisa ruim? Nunca vi e-mail em massa ou mensagens excessivas no twitter para me oferecerendo Häagen-Dazs, caixas de Therezópolis Gold ou uma festa na mansão da Playboy.


O caso Jóbson

Fiquei chocado com a declaração de Jóbson. Quando perguntado no julgamento se havia cheirado cocaína (razão pela qual estava sendo julgado), ele surpreendeu e disse que na verdade é usuário de crack, “desde 2008″.

Para mim, além de uma tentativa do advogado de impedir o banimento do futebol, mostrou um pedido de ajuda do Jóbson e além disso, a extrema necessidade de colocar juízo na cabeça dos atletas. É ponto pacífico que os clubes não podem controlar a vida dos jogadores, e quem tem um razoável contato com o meio sabe de casos pontuais de falta de limites dos caras. Certamente o Jóbson não é o único, nem vai ser o último a passar do ponto, mas acredito que foi o primeiro em começo de carreira a admitir que é viciado. E só essa pode ser a explicação para o cara vacilar. Porque um sujeito que depende do corpo pra ganhar seu salário, não pode dar um mole desses. Ainda mais em um ambiente onde o anti-doping ocorre de maneira sistemática. Fazer uso constante e “achar que não vai ser pego” é de uma idiotice tremenda.

Vale registrar também a falta de tato dos clubes em tratar destes assuntos polêmicos. Seja no Brasiliense ou no Botafogo, Jóbson precisava de ajuda e direcionamento antes do acontecido e não depois. A sorte que ele ainda é novo e que dois anos é tempo de sobra para se tratar e voltar ao esporte. Esperamos que limpo e de cabeça boa. :)


Papai???

Ontem estava caminhando para pegar o ônibus e ir para o trabalho, quando uma menininha de uns dois anos sai de um prédio acompanhada pela babá. Ela aponta pra mim e fala “Papai”! Mais que depressa falei “Não, não, não!” e contei com o apoio da babá: “Não, gracinha. Ele não é seu pai…”

Ufa! Não que eu corresse o risco, é lógico. Mas deixar tudo em pratos limpos sempre é bom. ;-)


A gentileza manda lembranças

Deixei Carol em casa e fui ver o Diego tocar com seu grupo de samba. Chego, peço uma cerveja e fico estrategicamente posicionado perto do balcão, atento ao som da turma. O garçom acha que eu sou o empresário da banda, nego duas vezes, mas na terceira acabo concordando. Ganho uma cerveja por isso. Mas isso não importa.

O que importa é que meu ponto no balcão fica perto da porta do banheiro feminino, que – registre-se – ostenta um dos maiores avisos que já vi. Nesse momento, duas mulheres bonitinhas se aproximam e retoricamente perguntam: “Aqui é o banheiro feminino?”

Eu certamente responderia algo simpático e acolhedor, mas não, optei pela grosseria: “É o que parece, né?”. Juro que fiquei assustado comigo. Não era pra ser assim, mas foi. E quando comentei com a Carol, ainda tomei uma dura. Só porque fui grosso. :|


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