Após filmar no Rio, Stallone faz piadinhas de mau gosto sobre o Brasil
‘Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) diziam obrigado’.
E agora começa a enxurrada de mensagens na internet, pedindo a cabeça do Rocky. “Não vejo mais filmes desse sujeito!”, “Porque fazer isso com o Brasil?”, bradam aos quatro ventos. Francamente, não entendo esse comportamento de menino pequeno. Nós, brasileiros, zoamos com todo mundo, inclusive com a gente mesmo. Porque os outros também não podem fazer o mesmo?
Fosse por esse motivo, a zoação, metade do planeta teria cortado relações diplomáticas com o Brasil. A começar, óbvio, por Portugal.
Numa boa, depois de mais um papelão de Emerson Leão, só consigo pensar uma coisa: O tempo dele já passou. Pior, ele é clichê.
Todo clube é a mesma coisa, uma briguinha com os jogadores, uma cutucada na imprensa e um quebra pau no estádio. A parte do quebra pau geralmente nasce de uma reclamação contra a arbitragem e acaba aumentando. Normal e patético.
Fosse machão e um homem de fibra, Leão já teria pedido as contas, largando esse stress (e essa necessidade de ceninha) que o futebol lhe proporciona.
Adaptações não costumam ser fáceis e cobram seu preço. Com pouco mais de 40 dias morando nessa cidade, ainda luto para me adaptar com algumas coisas. Quem sai do esquema tranquilo de BH, fica assustado com o ritmo e o foco em resultados que grande parte das pessoas trabalham por aqui. De fora, achamos que é neura, mas não é. Dei muita sorte, porque há muita boa vontade, mas preciso fazer mais.
E é claro que isso é uma motivação, mas assusta. Assusta em saber que eu achava que tudo poderia ser mais fácil, por exemplo. De qualquer maneira, pra frente é que se anda. E vontade para isso é o que não falta.
“Para o infinito e além!”
Sem querer entrar nos méritos da motivação do possível crime, e sem querer saber se Bruno matou ou não, se ele e Macarrão são amantes, se o menor é mentiroso e/ou viciado. Só gostaria de compartilhar uns pensamentos soltos sobre esse circo:
O Bruno é maluco. Já falei disso aqui e faço uma correção. Depois dessa confusão chamada Eliza Samúdio, sair no braço com mulher deixou de ser a cereja do bolo.
E o goleiro virou um Judas. E isso prova como a gente sempre precisa de um. Todos querem ver Bruno e sua trupe julgados e condenados, preferencialmente com uma sentença que contenha as palavras “morte” e “praça pública”. Não entendem a velocidade da justiça e os tramites para que isso aconteça. O julgamento, não a morte em praça pública.
E é curioso ver como as coisas tomam proporções épicas, se transformando em um show de horrores. De um lado, Edson Moreira, um delegado fanfarrão que carece de um treinamento de mídia. Do outro, Ércio Quaresma, advogado dos mais controversos e malucos de Belo Horizonte. Para essas duas figuras, cada segundo de TV vira um momento de egolatria.
Realmente lastimável.
Uma das coisas que mais me motiva como baterista, ainda que seja um hobby, é criar e fazer música. Sempre penso que fazendo isso, estou contando um caso. E tudo bem que a grande parte desses casos seja de amigos, já que morro de vergonha das coisas que escrevo. E casos, de vez em quando, ficam sem começo, meio ou fim.
Dentro dessa metáfora, a ideia de um álbum é juntar todos esses casos, contando uma história bacana. E quando tive a chance de fazer um, percebi que o processo é um pouco mais profundo e complexo do que imaginava. Talvez essa seja a razão para o único disco do Balboa não ser exatamente uma história, mas sim uma compilação de pequenos causos.
Pois bem, faz um tempo que descobri um hobby que me proporciona uma sensação semelhante a de fazer música: Cozinhar. Encarar as panelas e fazer um jantar é como criar um álbum e contar uma história. Ultimamente, as histórias tem sido muito triviais e cotidianas, resultado dos meus almoços durante a semana. Pelo menos serviu para demolir o mito de que fazer arroz e feijão era complicado.
Aos poucos vou melhorando o repertório, que não era tão ruim assim. Melhorando as receitas e ousando, tentando misturar dois casos totalmente diferentes, para criar uma história nova. Ê beleza!
Das minhas previsões para as quartas, errei a do Brasil. Ok, as outras foram em cima do muro, mas acertei as classificações de Uruguai, Espanha e Alemanha. Vou com todo mundo e aposto da Alemanha como campeã.
Não vou chover no molhado, uma vez que todos os meios de comunicação já debateram extensivamente as quartas de final, a eliminação Brasileira e a demissão do Dunga. Sequer falarei da convocação e da grosseria praticada por Felipe Melo. Aliás, como já conversamos aqui, Dunga também foi um grosseiro ao longo da competição. E pra piorar, aproveitou para mostrar como não se comportar como “comandante” (ou qualquer outra patente militar), ao abandonar o campo ao fim da partida contra a Holanda.
Voltando à Copa, acho que a final será entre Holanda e Alemanha, embora torça para que Uruguai e Espanha surpreendam e invertam o favoritismo. A ver.
Costumo dizer que existe uma grande diferença entre o “achar” e o “torcer”. Posto isso, posso dar meus palpites para as quartas de final.
Torço para uma semifinal “Copa América”, com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Porém, acho que uma ou duas seleções ficarão pra trás. Nesse caso, Argentina e Paraguai dariam adeus à Copa do Mundo.
O duelo entre Argentina e Alemanha é o mais equilibrado. 50% de chances pra cada equipe. Temos 60% de chances contra a Holanda, o mesmo que o Uruguai tem contra Gana. Já nossos irmãos falsificados do Paraguai, tem só 30% de chances contra os espanhóis.
Sexta e sábado prometem!
Em toda a festa metida a besta, virou moda o esquema de montar um bar de drinques. Barmans, alguns bons, outros nem tanto, saciando o desejo dos convidados por caipirinhas, capivodkas, vodka com energético e qualquer outra coisa que sua imaginação permitir. De vez em quando, gosto de me aventurar nesses bares, testando a imaginação dos profissionais do outro lado do balcão. Para isso, quando me perguntam o que quero,solto a palavra mágica: “Surpreenda-me”.
Nesse quesito, a melhor equipe disparada, foi a de uma festa na Mapa Digital. Fizeram todo o tipo de bebida imaginável, além de uma caipirinha “sólida” (entenda por cana mergulhada na cachaça). A imaginação era tamanha, que uma das bebidas foi batizada de “Chuck Norris”, tamanho o impacto nas nossas cabeças.
O sujeito da festa de sábado era pouco criativo. Vodka com coisas coloridas são legais, mas não propriamente inovadoras ou inesquecíveis. Vodka com soda, gelo e Curaçao Blue (ou lico de cassis, menta, você escolhe), faz a cabeça, mas não são diferentes.
Pensando melhor, pegando carona frase anterior, “bebidas comuns” podem ser inesquecíveis. Só depende da quantidade ingerida.
Certa vez, indo de um bar até a estação Vila Madalena, fui “obrigado” a ouvir as histórias de um taxista levemente homofóbico, dono da teoria que “São Paulo uma vez por ano vira Sodoma e Gomorra”. Era uma clara referência à Parada Gay. Relevei o preconceito do cara, um sósia menos abastado e um pouco mais acabado do Otávio Mesquita, dei uma risada, paguei a corrida e fui embora.
Ontem tive a sorte de ser conduzido novamente pelo Mesquita. Refresquei sua memória, relembrando o assunto. Não deu meio segundo e ele já voltou com a mesma conversa, parecendo que as duas semanas entre uma viagem e outra não demoraram mais tempo do que um cafezinho. Ontem, ele afirmava que os gays irão assumir a presidência, mas sem conseguir desfutar disso. “Afinal de contas, o mundo vai acabar em 2022″.
“Não seria 2012?”, argumentei. Que nada! 2012 são os Maias, como poderia me esquecer disso? E nosso amigo foi completando: “É 2022, mas não vou te falar o motivo, porque senão você vai me achar doido”. Insisti um pouco mais e ele topou falar. Uma pequena pausa, um empostação na voz e começou a falar, quase como um profeta: “Deus já mostrou sua força com o fogo, no 11 de setembro de 2001. Em dezembro de 2004, foi a água e o tsunami na Ásia”. E ele foi completando, “em janeiro de 2010, o terremoto no Haiti”. Ou seja só falta o ar. E em sua progressão, isso acontecerá em 2022. Mais a mais, se somarmos os digitos, teremos o número 6, o número do cão. Doideira pouca é bobagem
Mas, qual será esse sinal? “Não sei, amigo, mas prevejo duas coisas, podendo ser inclusive uma invasão alien”. Fiquei chocado. “Só por favor, não me ache doido”. Depois dessa e já com a porta aberta, taximetro parado em R$9,30 e com a estação quase fechando, a única coisa que eu queria saber era se ele tinha troco pra dez. É cada uma…
A briguinha de Dunga com Alex Escobar me mostrou duas coisas. A primeira é boa, o técnico da Seleção é um democrata, distribui seus coices em todo mundo. Ou seja, como bem pontuou Flavio Gomes em seu blog da Copa, mostra que a relação CBF/Globo pode sim sofrer abalos. E força a emissora a fazer um produto menos ufanista e mais jornalístico, o que também é sempre bom.
Por outro lado, demonstra todo o rancor de Dunga com os jornalistas, o mesmo que o crucificaram em 1990 e colocaram o time de 1994 (o qual era capitão) em xeque. É uma perda de tempo. Ele poderia dar essa resposta com os seus resultados à frente da seleção. Com um futebol que não me agrada, mas que funciona.
Iria completar falando que umas aulas com o Rodrigo Paiva, assessor da CBF, caíriam bem, mas ao que parece, nem ele consegue frear o estilo ditatorial do selecionador nacional.