Ontem eu cheguei em casa e vim checar e-mail. Aproveitei para ler a Globo.com e a manchete era: “Michael Jackson é internado”. Não sei porque, mas resolvi correr para o TMZ.com para ter mais informações. Meu queixo caiu no chão: “Michael Jackson is dead”.
Devo confessar, algumas (várias) lágrimas escorreram. Sim, a carreira já tinha ido para o saco, mas poxa, esse foi o primeiro cara que realmente fui fã. Fã de saber TODA a coreografia de Smooth Criminal, de ter um moonwalk de médio para bom, e finalmente, como diz o Chris Rock, esquecer o problema com as criancinhas. Já era triste ver o cara definhando, todos os problemas desde sua infância, essa história mal contada de crescer negro e bonito e terminar um branquelo magrelo. Porém, é mais triste saber que ele morreu cedo.
Michael influenciou umas duas ou três gerações de artistas e deixou suas “crias”, Justin Timberlake e Ushers da vida. Mas nenhum vai chegar perto da genialidade do original.
Valeu, Michael!
Domingo tive a oportunidade de assistir à apresentação da turma do Jogando no Quintal. Trata-se de um grupo de palhaços que faz um espetáculo totalmente improvisado em cima de sugestões do público. Os palhaços apresentam o jogo e o público dá o tema. A graça está no formato: dois times de futebol composto de três pessoas, um juiz e uma banda. Quem determina o vencedor é o público, através de votação.
Quem puder ver, não perca! Vale demais o ingresso!
É legal saber que algumas boas idéias nascem em uma mesa de bar. Definitivamente, o Ambebumlante foi uma delas. Veio em uma daquelas mesas de calçada no Redentor, no comecinho de Maio. Queriamos fazer uma caminhada pelos bares que a gente mais gostava. Entre indas e vindas de organização e sugestões, fechamos na lista dos dez bares e fizemos uma primeira programação com eles.
A surpresa veio quando “abrimos” as inscrições (leia-se: convidamos os amigos). Rapidamente 50 pessoas se interessaram, um número que a gente achou o ideal. Amigos de amigos também apareceram e contribuiram para a festa. O evento rolou no sábado, dia 20. Posso dizer com tranquilidade que foi um sucesso. A quantidade de bebida foi mais do que suficiente e todos sairam extremamente satisfeitos.
Começamos a colocar as fotos em uma conta no Flickr. E com certeza teremos a versão 2010 do evento.
Desde segunda-feira estou de volta à AddX. Estou assumindo a Gerência de Projetos, além de fazer um pouco de planejamento e outras coisinhas. Trabalho não vai faltar e motivação também não!
Aos amigos da Mapa Digital, meus sinceros agradecimentos!
E vida que segue!

Big Whiskey
O disco não é todo sensacional, mas tem suas boas músicas e um valor sentimental enorme. E é inevitável que as letras falem da morte, da perda e tristeza. Mas também falam do outro lado: amor, conquista, felicidade, prova de que o luto é necessário, mas não é eterno. As músicas não são longas e não tem as improvisações características, mas estão bem redondinhas. Jeff Coffin, o saxofonista substituto, fez um bom trabalho. O guitarrista Tim Reynolds aparece também na hora certa. Mas o grande registro fica pra Carter Beauford. O baterista está destruindo, tocando como nunca tocou antes.
Para os fãs, vale a audição e a boa lembrança da figura de LeRoi. Para os que não conhecem, aposto que “Shake Me Like a Monkey” e “Why I Am” serão as preferidas.
Por recomendação da minha tia, fui assistir ao filme “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei“. Confesso, não conhecia muito da carreira do cantor. Sabia de seus sucessos, dos dois filhos e da fama de “X-9 do regime militar”. E recomendo que vocês assistam. O documentário muito bem feito e produzido. Wilson Simonal competiu pau a pau com “rei” Roberto no quesito popularidade. Parece que perdeu por bem pouco.
O legal do filme é (a tentativa de) desmistificação e explicação das grandes polêmicas de sua carreira: “O dedo duro do governo militar” e o tal fato de ter encomendado a tortura do seu ex-contador. Nesse caso, até o contador foi ouvido, quase 40 anos depois. Depoimentos de Simoninha, Max de Castro, Chico Anysio, Ziraldo, Pelé, Miele, contam as polêmicas e outros pontos da vida de Simonal. É interessante ver que a dicotomia vivida no período foi uma das responsáveis pelo julgamento do cantor.
E é triste ver que sua sina continuou mesmo após a queda do regime. Ninguém mudou de idéia ou quis reerguer Wilson Simonal.
Sempre defendi que o bom motorista é aquele sujeito de ações seguras e que proporciona conforto para seus passageiros. Dirigir rápido ou de maneira arrojada não coloca o sujeito nessa categoria, muito pelo contrário. Dessa forma, condeno e tenho medo de atitudes do tipo: dirigir a 140 ou 150km/h, cantar pneu nas curvas, trocar de faixas no meio delas e principalmente, andar grudado no carro da frente forçando uma ultrapassagem.
Foi dessa maneira que eu e Carol fomos e voltamos de Juiz de Fora no fim de semana. Pegamos carona com um amigo dela, que também ia para o mesmo casamento. Sem exagero, estar vivo é um prêmio. E sim, eu deveria ter dado um toque no sujeito sobre a maneira que ele estava dirigindo. Pior que esse tipo de gente está aos montes nas estradas, inventando locais para ultrapassagem e colocando outras pessoas em risco.