Minha tia mais nova costuma falar algo que só consigo concordar: Comprar eletrodomésticos é um exercício de paciência e indecisão. Saí com ela na semana passada para comprar uma TV nova e um sistema de home theater para minha avó. Sofremos para decidir quais as melhores opções entre um mar de números, termos e resoluções. Decidimos pela Sony Bravia e um sistema de home theater da mesma marca. “Só tem um problema. Não é possível ligar o Playstation 3 e o Home Theater na mesma TV”, alertou o vendedor. Avisei que vovó não é viciada em GTA IV, e se ocuparia somente em ver os filmes e concertos que ela gosta e o cara ficou mais tranquilo.
Ainda falei com ele que não iriamos pagar os 120 reais de instalação, porque eu mesmo poderia instalar e era um absurdo esse valor. Me arrependi profundamente. Dada a chatura que é o processo, recheado de frescuras, achei 120 reais até bem justo.
Não que seja uma tarefa complicada, mas é um saco montar suportes, conectar e passar um milhão de cabos, colocar uma porcaria de um microfone para determinar o volume dos falantes. Obviamente o resultado compensou o esforço, mas posso assegurar que já não se fazem plug & play como antigamente.
Clint Eastwood nunca esteve tão durão em Gran Torino. Só isso já justifica o ingresso para o filme. Aliás, fazia muito tempo que não via um filme tão bom. Direção, roteiro e atuação de Clint, como um ex-combatente da Guerra da Coreia, xenófobo e racista, morando em um bairro cercado de imigrantes.
É uma pena que nem todos os atores consigam seguir no ritmo do velho Clint. Mas ainda assim, é um filme muito, muito bom.
Só um adendo, principalmente pra quem gosta de carros antigos. O carro que dá titulo ao filme é sensacional. Tá na lista dos que eu ainda vou ter!