Desde 2002 falando bobagem (e coisa séria também)

Das rapidinhas do esporte no fim de semana

“Quem foi melhor, Sócrates ou Raí?” é uma das eleições mais absurdas de todos os tempos. Em qualquer planeta, incluindo esse, Sócrates foi MUITO melhor do que Raí. E isso não se discute.

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Rubinho, Button e a Brawn fizeram bonito na Austrália. Acordei para ver a corrida e não me arrependi. Se a temporada for divertida igual foi a primeira corrida, teremos um bom ano pela frente!

Já a temporada da “Escroque” Car, como o Flávio Gomes gosta de chamar, não promete nada. Carros mal testados e pegando fogo, transmissão da Globo porca, capôs voando durante a corrida toda. É triste ver que a divisão máxima do automobilismo brasileiro está jogada às traças pela Globo e proibe seus participantes de criticarem qualquer coisa relativa à categoria.

Finalmente, depender do Júlio Cesar pra garantir um empate no Equador é demais pra mim. Brasilzinho vagabundo.


Primeira semana de bicicleta

Bike pronta, equipamentos de segurança comprados, chegou a hora de enfrentar o trânsito. A semana passada foi a primeira como ciclista urbano. Por sugestão do Ícaro escolhi um caminho menos movimentado para sair de casa, no Sion, e chegar até o trabalho, próximo ao colégio Izabela Hendrix, em Lourdes. Desço a Av. Uruguai ou a Rua Califórnia e sigo pelas ruas Major Lopes, Viçosa, Alagoas, Fernandes Tourinho e Espírito Santo. Um caminho só de descidas e relativamente tranquilo. A volta não tem jeito, subida (toda a rua Grão Mogol e Uruguai) e muitos carros.

Aproveitei para me informar melhor no dia que peguei a bicicleta no conserto. O mecânico, um cliente e um bike boy me deram algumas dicas. A primeira não andar tão perto do meio-fio, de modo que os motoristas precisem desviar de você, sem no entanto comprometer o trânsito.

Dia 1 e um pouco de medo. Desço pela Uruguai, por volta das 8h50. Nenhum risco, exceto pelos motoristas menos desavisados, que abrem portas sem olhar. Nenhum problema como motoristas de ônibus e taxi. No momento crucial da jornada, o cruzamento da Nossa Senhora do Carmo, resolvo ficar um pouco a frente dos carros e começar a pedalar quando o sinal de pedestres fica piscando. Além disso, aceno freneticamente com o braço que vou seguir reto e não dobrar à direita. Deu certo! O motorista que vinha atrás de mim ainda me deu um auxílio. Tempo total de viagem: 13 minutos. Para efeito de comparação, demoro dez para vir de carro (mais 15 minutos, com boa vontade, para achar uma vaga). De ônibus, são uns 15 minutos, dependendo da hora que chego no ponto. A volta foi mais cansativa, e um pouco tensa. Muitos carros na rua não são um bom sinal. Consegui vencer os carros, os morros e o cansaço e cheguei em 27 minutos em casa, mesmo tempo que uma colega de trabalho, que mora quatro quarteirões antes da minha casa e voltou de ônibus. Durante a semana, consegui baixar esse tempo de volta para cerca de 20 minutos, graças à um ritmo melhor de pedaladas, além do condicionamento físico.

Alguns outros pontos me chamaram a atenção durante a semana, são eles: Não fui xingado nem ofendido, o que mostra uma atenção maior dos motoristas em relação aos ciclistas. Inclusive, um motorista de ônibus me deu passagem! O ponto negativo ocorreu logo depois dessa gentileza: um carro com três imbecis falando “Você vai cair!”, “Olha o ônibus, otário” e outras sutilezas. Uma pena.

O saldo até agora tem sido positivo. É legal ver a cidade e o trânsito de uma outra forma. E os morros não são o fim do mundo, basta rodar no seu próprio ritmo. Aos que tem condição (moram perto do trabalho, por exemplo), recomendo que adotem a bicicleta como meio de transporte!


Duas opiniões sobre um mesmo assunto

Acho que muita gente leu sobre o pacote proposto pelo presidente Lula, que modifica alguns pontos do Estatuto do Torcedor, visando trazer mais segurança para quem frequenta estádios de futebol.

Resumidamente, o pacote submete os estádios à laudos técnicos mais criteriosos, criminaliza torcedores por atos de vandalismo e – a proposta mais controversa – institui o cadastramento do torcedor, que receberia um cartão de identidade que também serve como ingresso.

Obviamente, os comentários variaram entre elogios e críticas. Selecionei duas opiniões, que me chamaram à atenção. Uma, principalmente pela (falta de) argumentação. Foi a coluna do Chico Maia, comentarista de televisão local e colunista do “O Tempo”, jornal da capital que minha irmã ganhou uma assinatura. Por conta da obrigação de preencher seu espaço, resolveu falar bobagem, do tipo “Bem a seu modo, usando de uma fala que lhe garante mais de 80% de aprovação popular”. Fazendo média com autoridades locais, o colunista falou, falou e não acrescentou nada. Típico.

Por outro lado, Fábio Koff, presidente do Clube dos 13 também deu suas opiniões. Também foi contra a carteirinha, mas apresentando fatos e dando apoio às outras medidas do governo.

Eu vou com Fábio Koff. Acho que a carterinha é uma boa medida, mas que pode ser melhor trabalhada. O que não pode é fazer como nosso amigo colunista, reclamar por reclamar, sem ao menos ler e entender o que foi proposto. Infelizmente, salvo raríssimas exceções, essa é prática comum dentre os colunistas e jornalistas daqui. Uma pena.


Bicicleta

Mesmo com um pé atrás, resolvi adotar a bicicleta como meio de transporte de casa para o trabalho. O primeiro passo foi dado ontem: levei a bicicleta para o conserto. A coitada estava parada desde 2000, se não me engano. Em alguns dias, estará novinha (quase) em folha para o segundo passo: vencer o medo, principalmente dos motoristas mal educados.

Os benefícios serão vários, eu acho. Melhorar o físico, chegar mais rápido em casa e no trabalho, tirar um carro da rua. Vamos ver, a saga começa em breve.


Sobre exames de sangue e internet

Quando trabalhava com “comunicação e marketing dentro em uma indústria que produz e comercializa reagentes e equipamentos para diagnósticos in vitro”, era bastante comum eu precisar explicar o que era o negócio. A explicação mais fácil e eficaz era “você já fez um exame de sangue? Então, a gente faz o que pinga na amostra e a máquina que analisa isso”. O entendimento era imediato, não pelo processo, mas pela famialiridade com o assunto.

Hoje trabalho em uma agência que basicamente faz “arquitetura de informação e pesquisa em ambientes digitais”. Obviamente isso é tão complexo quanto “diagnóstico in vitro”, por isso simplesmente respondo “trabalho com internet”. E essa foi a minha resposta ao porteiro novo do meu prédio. No entanto, sua resposta me deixou momentaneamente de queixo caído: “E o que é isso?”. “Ah, é… assim… compu… computação”.

Até aquele exato momento a minha ficha não tinha caído. “Todo mundo hoje está na internet”, frase batida pregada pelos profissionais do nosso meio não se aplica. Sim, as classes C, D e E estão cada dia mais presença na web, principalmente com os jovens, mas talvez a faixa acima dos 35 anos esteja fora dessa inclusão.

O curioso que a senhora que trabalha lá em casa sabe o que é internet, nem que seja de maneira abstrata. Eventualmente me pergunta se posso pegar alguma receita da Ana Maria Braga ou achar alguma informação para ela. A referência para os dois deve(ria) ser a mesma: o Jornal Nacional e Super (ou qualquer outro jornal de 50 centavos), que sempre citam a internet em suas matérias. Mas parece que o buraco deve ser mais embaixo.

A única conclusão que consegui chegar é que, incrivelmente, as pessoas conhecem mais sobre diagnóstico in vitro do que sabem sobre internet. Algo muito mais complexo e muito mais próximo ao mesmo tempo. Será que isso serve para direcionar alguma ação futura online?


1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

1001 Discos

1001 Discos

Ganhei de natal o livro “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer“, coletânea escrita por 90 jornalistas e críticos de música, indicando os melhores discos de cada década, partindo de 1950. No geral é uma seleção bem interessante, feita por gente que entende do assunto. Não significa que você tenha que ouvir todas as 1001 sugestões, mas é legal ver que artistas como Destiny’s Child e Justin Timberlake estão na lista.

O Chico Rulez também tem esse livro e baseado nele, resolveu ver quais discos recomendados ele tinha. Me senti tentado a fazer o mesmo e o resultado está aqui. Daqui pra frente a diversão vai ver quais gravações valem realmente a pena serem escutadas. :)


Força Policial

Força Policial

Força Policial

Se ao sair do cinema ninguém fala nada sobre o filme, é porque a experiência não foi legal. Por isso, não caiam na pegadinha. “Força Policial” só é a “versão” americana de Tropa de Elite porque dois motivos: Corrupção na polícia e violência desnecessária. O ritmo do filme, a história, o roteiro são completamente diferentes e, diga-se, bem piores.

Pra começar, achei o filme bem escuro. Não sei se é o filme ou a projeção, mas haviam cenas que dificilmente dava pra ver alguma coisa. Consegui sacar o enredo, cheio de clichês, em quinze minutos. E de resto, o filme é todo em segunda marcha, meio lento e sem graça.


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