Mallu Magalhães: ‘Estou loucamente apaixonada’
Em poucas palavras: Vai ser o casal mais osso do mundo, sem sombra de dúvidas. E, como diz o cara que trabalha comigo, “Marcelo Camelo está fritando na vibe da pedofilia”.
Não imaginava que a Globo faria tamanho frisson com o “vestibular” de Bruno Senna, sobrinho de Ayrton Senna, na Honda. As matérias no Jornal Nacional durante a semana e hoje, durante o Esporte Espetacular, comprovaram isso.
Pra começar, sou fã confesso do Senna, o Ayrton. Mas me enche o saco, ele ser chamado por “inenarrável”, “mito”, “inesquecível” etc. O cara foi muito bom, mas isso não significa que Bruno seja tão bom quanto. E talvez a mídia tenha esquecido disso. Currículo por currículo, o de Lucas di Grassi é muito mais robusto. Mas nenhum di Grassi sequer correu na Fórmula 1. Nos testes, ele foi pior que Bruno Senna, e torço para que a Honda leve em conta somente critérios técnicos para a escolha.
Indo bem ou não, Bruno Senna pode ficar tranquilo. A cobrança da imprensa brasileira vai ser diretamente proporcional com a paciência. Pelo menos serve pra isso ser sobrinho de Ayrton e filho da Viviane Senna.
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Aliás, a Globo deveria tirar o cavalinho da chuva. Não adianta falar que o Brasil será representado por quatro pilotos em 2009: Massa, Piquet, Barrichello e Senna. Ando apostando minhas fichas na hipótese do Rubinho, infelizmente, ficar a pé no ano que vem.
Depois de alguns anos de ausência, voltei ao Pop Rock Brasil esse ano. Dois motivos foram determinantes: O fato de ter ganhado bons ingressos para sábado e a oportunidade de experimentar o trabalho como jornalista no domingo. Mesmo com Maroon 5 e Offspring, duas bandas que gosto muito (mais a primeira do que a segunda) não estava disposto a pagar para ver o festival. O local era longe e as bandas nacionais escolhidas não me agradam muito.
No sábado, o objetivo era assistir somente ao Maroon 5. Saímos (Eu, Carol, Diego – o motorista da vez – e André) propositalmente tarde. Chegamos ao Mega Space e estacionamos o carro ao som de 9 Mil Anjos, que fez uma apresentação relâmpago de quatro músicas. Ainda deu tempo de ver duas bandas antes do Maroon 5. Como era de se esperar, o NX Zero fez um show fraco, mas dentro do que eu esperava para um show da banda. Pessoalmente acho que eles tem que comer muito feijão pra chegarem em algum lugar.
Já o Jota Quest fez um show bacana. Mesmo com pane nos computadores que armazenavam samplers, programações e iluminação, o show foi muito bom. E no final, Rogério Flausino falou algo que me chamou atenção também no domingo: “Não deixem o Pop Rock acabar”.
Aí chegou a hora do Maroon 5. E foi um showzão, embora um pouco curto. Não pararam um minuto, começaram mandando hits e ainda colocaram “Wicked Game” do Chris Isaak e “In the Air Tonight” do Phil Collins no repertório. Foi uma apresentação que terminou com aquele gostinho de quero mais.
No domingo estava acompanhado da Sabrina Abreu, editora da Ragga e o Bruno Senna, excelente fotógrafo. Foi minha primeira experiência em festivais de rock e eu gostei bastante. Vi fragmentos de todos os shows (exceto Charlie Brown, Capital Inicial e Offspring). Nenhum me empolgou.
Na entrevista coletiva do Tianastácia, Beto Nastácia também pediu, em outras palavras, que o festival não acabasse. “O Pop Rock tem 25 anos. Não pode acabar assim”. Eu não sei se foi impressão minha, mas todos acharam que foi meio decadente. Talvez pela ocupação meia boca, talvez pelas atrações nacionais. O fato é que o festival precisa se renovar.
Mesmo assim, como experiência eu diria que valeu. Primeiro porque o Maroon 5 entra na lista de melhores shows do ano. Segundo porque, mesmo tardiamente, estou descobrindo um lado do jornalismo, o mais óbvio diga-se, que também me agrada demais.
Depois de 26 anos resolvi começar a malhar. Duas coisas me motivaram na tomada de decisão. A primeira, meu peso e minha barriga vem aumentando gradativamente. Estava começando a me sentir a própria azeitona no palito. A segunda, estava percebendo um músculos cada vez mais atrofiados, o que nunca é bom.
Fiz a avaliação física na semana passada e foi um desastre. “Felipe, faça quantas flexões e abdominais você conseguir no espaço de um minuto”. Depois de quase me matar na salinha do fisioterapeuta da academia, consegui 12 flexões e 28 abdominais. O cara viu também uma série de coisas que devem ser melhoradas: postura, flexibilidade, falta de tônus muscular nas costas, escoliose, blá blá blá.
Comecei a pegar no pesado na sexta e causei estranhamento entre os profissionais da academia. Acho que sou um dos poucos ali que não quer ficar com o físico do Vin Diesel. De qualquer maneira, sei que cada exercício é uma luta, chego em casa destruído.
Um dos instrutores disse que eu preciso durar mais de dois meses, tempo médio entre um aluno se matricular e desistir. Disposição não falta, resta saber se meu corpo vai aguentar.
Recebi um convite em setembro para colaborar com a Revista Ragga, periódico bimensal dos Diários Associados, que fala de cultura jovem e afins. A matéria: falar sobre o homem-bala, aquela atração circense antiga. O fato: Ninguém nunca ouviu falar de um artista desse nível, exceto o que havia sido me passado na pauta, David “The Bullet” Smith Jr., um canadense que ganha a vida como projétil humano. Na semana que tive para escrever a matéria, tentei desesperadamente falar com algum circo brasileiro mas não obtive sucesso. Poucos tem site ou e-mail e o único que me atendeu não tinha muitas informações. No penúltimo dia liguei para David Smith e conseguir minha história.
O resultado disponibilizo em PDF para vocês aqui. A página dos colaboradores e a matéria propriamente dita.
Espero que gostem! E na próxima edição, em dezembro, tem mais!