Desde 2002 falando bobagem (e coisa séria também)

Ilhado

Bom mesmo é ficar ilhado por causa da chuva em plena hora de ir embora…


Controle de Ansiedade

Faltando quatro dias e meio para o grande show, é impressionante como minha ansiedade continua controlada.

Ah, terça-feira que não chega.


Fantasma folgado

E-mail que minha tia mandou para a família, resportando “aparições” na casa de Barbacena. Tem folgado pra tudo no mundo.

IV – CAUSO: Arminda X Assombração da guimba
Hoje pela manhão fui despertada com um telefonema da Erminia (oficialmente, Arminda) me relatando estranhezas que estão acontecendo na casa de Barbacena, quais sejam, o aparecimento de guimbas de cigarro no terreiro, inclusive perto do tanque de lavar roupas, guimbas essas que são varridas e tornam a aparecer sem razão aparente, uma vez que a casa não tem sido frequentada por fumantes de qualquer espécie. Relata ela que na última sexta-feira quem percebeu as guimbas foi o rapaz que limpa a horta. Tudo muito estranho porque com o aumento dos muros muito dificilmente essas guimbas seriam atiradas do prédio vizinho, leia-se Pernambucanas. Ela fez vistoria nos muros, inclusive pelo lado da Pernambucanas, e não encontrou nenhum indicio de escalação, o que a levou a ficar de tocaia, em vão, no domingo, durante três horas, em companhia das filhas para ver se o visitante aparecia.
Eis que a última novidade foi o aparecimento de novas guimbas, desta feita num canto da horta, acompanhada de garrafa, copo, camisinha e cueca. Ainda deixou uma mensagem escrita no muro, com caco de tijolo: “estive aqui”.
Ela está apavorada com toda razão. Conjecturamos sobre as diversas pessoas que, em algum momento estiveram de posse das chaves, sobretudo após um longo periodo de obras e sendo que não trocamos as chaves após a saida do Vicente.
Autorizei a troca das chaves de ambos os portões e a colocação de trancas nos mesmos.
Aguardo palpites.


Não Plurk

Minha experiência de microblogagem chegou ao fim hoje. Cansei demais do Plurk. É interessante, é bonitinho, mas enche o saco.


Binaural

Não, não falo do disco homônimo do Pearl Jam. Falo da técnica de gravação, que com dois microfones simula som ambiente. Um exemplo bastante interessante é o Virtual Barbershop. Feita a introdução, divirta-se com o blog do americano Richard G., o Through my Ears. Situações corriqueiras gravadas dessa maneira.
Importante: É necessário usar fones de ouvido!


O melhor show do ano até agora

Pra variar, tudo começa com uma história. Nesse caso, com um e-mail de Rodrigo Borges, o Diguin, meu melhor guitarrista, com um link para o disco “Passo de Anjo – Ao Vivo” do Spok Frevo Orquestra. Abaixo do link, a frase: “isso é bom velho! som da gente ficar orgulhoso!”

Baixei e precisei escutar só meio disco pra ter certeza de que era MUITO bom. Confesso, entendo pouquíssimo de frevo, mas isso não importava na hora. Um bando de músicos extremamente competentes tocando frevo arranjado em jazz. Fiquei orgulhoso de saber que é coisa nossa. E chorei quando ouvi “Vassourinhas”.

Na última sexta-feira, fui até Ouro Preto conferir a apresentação dos caras no “Tudo é Jazz”, no palco montado em frente ao cinema. Com o perdão da expressão, “do caral**” é pouco para falar o quanto foi bacana o show. Convidados especialíssimos, entre eles Genaro e Renato Borghetti. O repertório foi muito semelhante ao do disco, mas o final foi muito, muito melhor.

Spok disse: “Olha, essas ruas parecem muito com as ruas de Olinda. E a gente está com saudade de tocar na rua. Então, nós vamos descer e tocar. Quem quiser, segue a gente”. E lá foram eles pela Rua São José, tocando frevo na madrugada de Ouro Preto. Só pra registrar, dessa vez eu quase chorei em “Vassourinhas” :D


Eleições Municipais em BH 2008

Numa das poucas intervenções políticas desse blog, peço que leiam com muita atenção ao post do Caio sobre as eleições 2008.

Não concordo com o voto nulo, mas algumas coisas precisam ser ditas sobre o candidato da frente.


O Procurado

Aproveitei o último dia de ócio e assisti ao filme “O Procurado”, na sessão das 13h30. Eram quatro pessoas na sala, sendo que um cara foi embora com 2/3 de filme. Também pudera, é um dos piores filmes que já vi na minha vida. Prova de que Morgan Freeman – infelizmente – não consegue segurar um filme sozinho.


das Neves e eu

Desde a primeira vez que ouvi o disco “Ao vivo em Paris – Le Zenith” do Chico Buarque, comecei a nutrir uma admiração pelo baterista Wilson das Neves. Ele, sem dúvida foi um dos motivos que me fizeram escolher o instrumento. Tive duas oportunidades de conhecê-lo, infelizmente sem sucesso.

A primeira foi em 1999, quando assisti ao show “As Cidades” do Chico Buarque. Ao fim do show, pedi ao roadie uma baqueta do baterista Wilson das Neves. O pedido foi negado, porque das Neves estava com poucos pares e ainda havia dois shows por fazer. “Mas ele disse pra você vir aqui no domingo, depois do show, quem sabe você não vê até o Chico?”. Era o sonho, conhecer o cara, pegar uma recordação e de quebra, conhecer Chico Buarque. Domingo à noite, estava eu de novo na porta do Palácio das Artes, ansioso pelo encontro, infelizmente duas horas atrasado. Confundi o horário do show e fiquei sem nada.

A segunda, em fevereiro de 2007, mais precisamente no dia 15. Eu estava certo de que iria ao show do Wilson das Neves, agora arriscando como intérprete de sambas. Porém, nesse mesmo dia, uma garota havia me chamado pra sair. Estava titubeante em aceitar o convite, afinal de contas, era uma troca do certo pelo duvidoso. Resolvi então passar primeiro no bar, depois seguir pro show. No entanto, o papo estava tão bom e o clima tão bacana que resolvi ficar e largar das Neves pra lá. Foi a escolha certa. porque a garota era a Carol. ;-)

Finalmente o dia chegou! E foi ontem, durante a Festa da Música em BH, numa noite fria na Praça da Estação. Wilson das Neves era o convidado do Chico Batera Trio. Chico é percussionista do seu xará, o Buarque há 30 anos, e em seu trio toca bateria, acompanhado de Kiko Continentino no piano e Luís Alves no contrabaixo. O show foi fantástico e das Neves apareceu para cantar sambas clássicos e contagiou a platéia.

No final do show não me contive. Fui até o backstage e pedi uma foto. Uma das pessoas mais simpáticas que já vi. Claro que precisei contar à ele a segunda parte desse caso. No mesmo instante, ele olhou pra Carol e disse: “Bom, vi que deu certo, né? Faço votos pra que vocês fiquem juntos durante muito tempo”. :D

Obrigado duplamente, “seu” Wilson. Pelos votos de felicidade e por poder completar mais um tópico da lista de “pequenos sonhos”.


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