Desde 2002 falando bobagem (e coisa séria também)

Das últimas idas ao cinema

Assista: O Orfanato. Nunca fui muito fã de filmes de terror, mas topei assistir “O Orfanato”. Me arrependi da escolha uns 15 minutos depois do filme começar, tamanho o medo. Acho que o grande lance é sempre criar o suspense e não escancarar o “medo” na cara do espectador.

O filme faz isso, com um roteiro muito bem amarrado e a fotografia e direção são muito bacanas. Primeiro, o drama da mãe que perdeu o filho e sua busca e agonia. Segundo, os sustos eventuais que o filme te reserva. Eu fico arrepiado de novo só de lembrar da cena do Tomáz aparecendo no meio da festinha das crianças.

Evite: Ponto de vista. Um bando de atores bons, uma história que poderia ser até interessante, mas que resultou em um belo lixo. Esse negócio de ir até o clímax, parar e voltar tudo de novo tem que ser feito com muito cuidado, e esse não foi o caso. Nem os dramas pessoais dos personagem foram explorados e não estou falando dos secundários, tipo o Forest Whitaker, mas sim dos principais, tipo Matthew “Jack do Lost” Fox e do Dennis Quaid.
Aliás, Dennis Quaid, como todo bom herói, consegue sobreviver a todo tipo de desgraça com o mínimo de dano possível. Que fantástico. :|


Eu poderia me defender…

… mas acho que não vou. No sábado, enquanto esperava Carol chegar para o show do Paulinho da Viola, encontrei a Thaís na porta do Chevrolet Hall. E ela me disse: “Analisei seu blog outro dia“. Adorei. Em quase seis anos, é a primeira análise, crítica ou algo do tipo deste humilde espaço. Se a Thaís me permitir, começarei a me descrever com as suas palavras: “É um bom geekzinho, um bom viajante e um bom gatekeeper de bobagens.” :D

A única crítica é quando ela falou que eu sou um cara de momentos com o blog. Eu, infelizmente, sou um cara de momentos de trabalho. E eles são muitos, que me impedem de dedicar mais tempo pra cá!


Paulinho da Viola

Sábado foi dia de Paulinho da Viola. E eu acho que o Paulinho da Viola sempre merece o Palácio das Artes, tanto pela acústica, como pelo público.

Explico: O show aconteceu no Chevrolet Hall, famoso pela sua acústica “desafiadora” (eu achava que era ruim, mas vi alguns bons shows lá, inclusive o do Dream Theater no dia seguinte). Seguindo o padrão de alguns shows, nesse a organização separou 3/4 da pista para cadeiras, deixando as arquibancadas e o quarto final da pista como um setor só. Acompanhamos, eu e Carolina, metade do show em pé e a outra metade sentados nas arquibancadas e foi uma pena ver o péssimo comportamento de parte do público.

No show de sábado, grande parte dos que estavam em pé e alguns das arquibancadas conversavam, achando que estavam vendo Copo Lagoinha na Utópica, por exemplo. Era samba, mas era outro ambiente, bem diferente do “oba-oba” da Utópica, ou do Reciclo, por exemplo. Paulinho da Viola é um show para se ver calado, principalmente entre as músicas, momento que ele conversa com a platéia, num tom de voz cadenciado e calmo. Nessa hora, ouvia um burburinho constante seguidos de “shhh!” (onomatopéia para pedido de silêncio) dos que estavam incomodados. Resultado: ficou um clima estranho.

No palco, Paulinho desfilou a elegância e fineza de sempre. Não tem como não gostar de um cara desses. Repertório do CD Acústico, mais algumas outras músicas. Quem prestou atenção no show não se arrependeu! ;-)


Dream Theater


Antes de mais nada, perdoem pelo lado extremamente passional do post. Mas é que a emoção foi demais.

Quarta-feira de cinzas do carnaval de 1998. Foi o dia que cheguei em casa com um cd chamado Falling Into Infinity debaixo do braço, emprestado de um amigo. Foi a primeira vez que ouvia o tal Dream Theater, recomendadíssimo por um amigo baterista. Talvez quando ouvi a primeira música, New Millenium, tenha decidido realmente virar baterista. OLembro que não tinha gostado muito do vocalista, mas tudo bem, o instrumental era bom e isso que importava. Mais tarde fui descobri que esse era o pior disco do Dream Theater, que quase decretou o fim da banda.

Dez anos, alguns discos e um show perdido depois, quase não acreditei quando confirmaram o show para Belo Horizonte. Ainda que meu lado Metal – que nunca foi muito latente – estivesse adormecido, e que não quero mais ter uma bateria com três bumbos e 22 pratos, era a oportunidade ir ao show. Afinal, eu precisava ver os caras ao vivo, ainda mais na minha cidade E, devo dizer, foi sensacional. Pena que a turma ficou separada. No equivocado mosh que alguns presentes abriram, consegui avançar alguns metros e fiquei próximo do palco. Consegui ver tudo e pulei e cantei como nunca. O que cansa é o extremo virtuosismo, popularmente conhecido como punhetagem. Quando Petrucci ou Jordan Rudess davam muitas notas, a solução era ver mais de Mike Portnoy.

Sobre o show, Diogo foi brilhante na análise. Realmente ficou faltando “alguma coisa”, que eu também não consegui saber o que é. Não foi a parte direita do kit do Portnoy, não foi a iluminação. Talvez faltou Metropolis ou Home. Mas de qualquer maneira, foi uma apresentação pra ficar na história.

Só pra lembrar, agora só falta Dave Matthews e John Mayer e pronto. :)


Portal Uai e a parcialidade

Vou deixar a discussão para vocês, mas que tal um portal que veicula notícias diretamente da agência do Governo Estadual, repletas de elogios e pontos de vista favoráveis? Estou falando disso aqui. Parcialidade pouca é bobagem.


Anti-social

Eu defendo o direito das pessoas serem anti-sociais de vez em quando. Defendo também a saida à francesa. Falo isso porque nada pior do que estar cansado e ter que enfrentar uma longa rotina de beijos e abraços de despedida. Pelo menos a companhia era a melhor possível. :D


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