Assista: O Orfanato. Nunca fui muito fã de filmes de terror, mas topei assistir “O Orfanato”. Me arrependi da escolha uns 15 minutos depois do filme começar, tamanho o medo. Acho que o grande lance é sempre criar o suspense e não escancarar o “medo” na cara do espectador.
O filme faz isso, com um roteiro muito bem amarrado e a fotografia e direção são muito bacanas. Primeiro, o drama da mãe que perdeu o filho e sua busca e agonia. Segundo, os sustos eventuais que o filme te reserva. Eu fico arrepiado de novo só de lembrar da cena do Tomáz aparecendo no meio da festinha das crianças.
Evite: Ponto de vista. Um bando de atores bons, uma história que poderia ser até interessante, mas que resultou em um belo lixo. Esse negócio de ir até o clímax, parar e voltar tudo de novo tem que ser feito com muito cuidado, e esse não foi o caso. Nem os dramas pessoais dos personagem foram explorados e não estou falando dos secundários, tipo o Forest Whitaker, mas sim dos principais, tipo Matthew “Jack do Lost” Fox e do Dennis Quaid.
Aliás, Dennis Quaid, como todo bom herói, consegue sobreviver a todo tipo de desgraça com o mínimo de dano possível. Que fantástico.
… mas acho que não vou. No sábado, enquanto esperava Carol chegar para o show do Paulinho da Viola, encontrei a Thaís na porta do Chevrolet Hall. E ela me disse: “Analisei seu blog outro dia“. Adorei. Em quase seis anos, é a primeira análise, crítica ou algo do tipo deste humilde espaço. Se a Thaís me permitir, começarei a me descrever com as suas palavras: “É um bom geekzinho, um bom viajante e um bom gatekeeper de bobagens.”
A única crítica é quando ela falou que eu sou um cara de momentos com o blog. Eu, infelizmente, sou um cara de momentos de trabalho. E eles são muitos, que me impedem de dedicar mais tempo pra cá!
Sábado foi dia de Paulinho da Viola. E eu acho que o Paulinho da Viola sempre merece o Palácio das Artes, tanto pela acústica, como pelo público.
Explico: O show aconteceu no Chevrolet Hall, famoso pela sua acústica “desafiadora” (eu achava que era ruim, mas vi alguns bons shows lá, inclusive o do Dream Theater no dia seguinte). Seguindo o padrão de alguns shows, nesse a organização separou 3/4 da pista para cadeiras, deixando as arquibancadas e o quarto final da pista como um setor só. Acompanhamos, eu e Carolina, metade do show em pé e a outra metade sentados nas arquibancadas e foi uma pena ver o péssimo comportamento de parte do público.
No show de sábado, grande parte dos que estavam em pé e alguns das arquibancadas conversavam, achando que estavam vendo Copo Lagoinha na Utópica, por exemplo. Era samba, mas era outro ambiente, bem diferente do “oba-oba” da Utópica, ou do Reciclo, por exemplo. Paulinho da Viola é um show para se ver calado, principalmente entre as músicas, momento que ele conversa com a platéia, num tom de voz cadenciado e calmo. Nessa hora, ouvia um burburinho constante seguidos de “shhh!” (onomatopéia para pedido de silêncio) dos que estavam incomodados. Resultado: ficou um clima estranho.
No palco, Paulinho desfilou a elegância e fineza de sempre. Não tem como não gostar de um cara desses. Repertório do CD Acústico, mais algumas outras músicas. Quem prestou atenção no show não se arrependeu!

Antes de mais nada, perdoem pelo lado extremamente passional do post. Mas é que a emoção foi demais.
Quarta-feira de cinzas do carnaval de 1998. Foi o dia que cheguei em casa com um cd chamado Falling Into Infinity debaixo do braço, emprestado de um amigo. Foi a primeira vez que ouvia o tal Dream Theater, recomendadíssimo por um amigo baterista. Talvez quando ouvi a primeira música, New Millenium, tenha decidido realmente virar baterista. OLembro que não tinha gostado muito do vocalista, mas tudo bem, o instrumental era bom e isso que importava. Mais tarde fui descobri que esse era o pior disco do Dream Theater, que quase decretou o fim da banda.
Dez anos, alguns discos e um show perdido depois, quase não acreditei quando confirmaram o show para Belo Horizonte. Ainda que meu lado Metal – que nunca foi muito latente – estivesse adormecido, e que não quero mais ter uma bateria com três bumbos e 22 pratos, era a oportunidade ir ao show. Afinal, eu precisava ver os caras ao vivo, ainda mais na minha cidade E, devo dizer, foi sensacional. Pena que a turma ficou separada. No equivocado mosh que alguns presentes abriram, consegui avançar alguns metros e fiquei próximo do palco. Consegui ver tudo e pulei e cantei como nunca. O que cansa é o extremo virtuosismo, popularmente conhecido como punhetagem. Quando Petrucci ou Jordan Rudess davam muitas notas, a solução era ver mais de Mike Portnoy.
Sobre o show, Diogo foi brilhante na análise. Realmente ficou faltando “alguma coisa”, que eu também não consegui saber o que é. Não foi a parte direita do kit do Portnoy, não foi a iluminação. Talvez faltou Metropolis ou Home. Mas de qualquer maneira, foi uma apresentação pra ficar na história.
Só pra lembrar, agora só falta Dave Matthews e John Mayer e pronto.
Vou deixar a discussão para vocês, mas que tal um portal que veicula notícias diretamente da agência do Governo Estadual, repletas de elogios e pontos de vista favoráveis? Estou falando disso aqui. Parcialidade pouca é bobagem.
Eu defendo o direito das pessoas serem anti-sociais de vez em quando. Defendo também a saida à francesa. Falo isso porque nada pior do que estar cansado e ter que enfrentar uma longa rotina de beijos e abraços de despedida. Pelo menos a companhia era a melhor possível.