Aconteceu no Botafogo x Figueirense (pela BAND!)
Após o jogo, o repórter Fernando Fernandes da BAND foi entrevistar Ruy Cabeção, lateral do Figueirense:
Fernando Fernandes: “Ruy, a quem você dedica a classificação”.
Ruy Cabeção: “Ao meu pai, que morreu há 1 mês”.
Fernando Fernandes: “Então manda um beijo pra ele que está nos assistindo”.
Ruy Cabeção: “(silêncio)”
Não foi no Maracanã e nem foi contra um time do Rio, mas o milésimo de Romário saiu. Falar sobre a repercussão é chover no molhado e pensando bem, retiro o que falei sobre questionar se o gol 1000 foi de verdade ou não.
O baixinho fez 902 gols como profissional. Convenhamos que é gol até dizer chega. E ele merece essa festa toda.
Mais legal foi ver o goleiro do Sport e o lateral do Vasco que fez o cruzamento para o pênalti dizendo que serão lembrados para sempre como “personagens desse dia histórico”.
… acho que infame mesmo é a mesma Rede Globo fazer uma entrevista no mesmo “Bom Dia Minas” sobre “Como o sexto sentido pode te ajudar no trabalho”.
Vocês falam que fui infame. Infâmia na verdade é a Rede Globo fazer uma matéria em Governador Valadares, falando sobre a queda do dólar e mostrando a preocupação de pessoas que tem familiares trabalhando legalmente nos Estados Unidos. Um senhor estava receoso porque a filha, dona de um restaurante em Nova Jersey, não conseguia mais investir no setor de construção em GoVal.
Infame vai ser a economia de Valadares e região ficar desaquecida pela queda do dólar.
… quais são as modas*??
* “E as modas?” é uma expressão antiga pra “como vão as coisas?”. Impressionante que pouca gente fala isso. Imagino que os estudantes de design de moda devem utilizá-la diariamente.
O Terra tem a capacidade fantástica de tratar alguns nichos de usuários como pessoas com QI próximo de 15. Digo isso ao ver os portais “Jovem” e “Mulher”. Essa semana, saiu algo como “as maiores mentiras que as mulheres contam. Isso foi tema de discussão no trabalho e o mais incrível foi que até as mulheres julgaram essa matéria uma mentira. Uma no entanto, levantou discussão.
7)”Tem um cara no meu trabalho que me paquera”
É óbvio que “esse homem” não existe, mas claro que ele não precisa saber disso. Esta é uma mentira clássica e que contamos nos mínimos detalhes para deixar claro que na vida não há nada 100% seguro e que ele deve estar constantemente nos conquistando, caso contrário podemos mudar para o outro lado.
Segue o brilhante comentário de André Amorim:
Como assim “é óbvio que ‘esse homem’ não existe”? A autora do texto sabe que diversos homens iam ler este texto, e pensariam: “Vou ver o que as mulheres contam de mentira para mim”. Quando então lerem esta parte, os idiotas de cromossoma XY pensariam: “Ah, então a mulher realmente não está dando bola para o carinha do serviço, apenas está me fazendo ciúmes… menos mal”. O trouxa vai ser traído ainda terá que ouvir da sua mulher a mais pura verdade, e pior: não vai acreditar que foi traído, só vai pensar que ela está contando uma mentira para que ele use a sua (in)capacidade de reconquistá-la. Daí surgiu a velha expressão: CORNO MANSO.
O pior de todo esse texto é tentar acreditar que parte do que foi escrito é verdade. Claro, tem alguma coisa possivelmente plausível ali, mas a boçalidade do texto é que mais assusta.
*Em tempo, peço desculpas aos meus leitores. Ando tão atarefado e relapso que esqueci completamente do quinto ano do blog, comemorados no último dia 3. Como de praxe, muito obrigado todo mundo que sempre aparece. ![]()
E é uma pena, porque ia colocar umas coisinhas comemorativas, fazer umas gracinhas e tudo mais. Agora devo partir pra algo mais discreto. Vamos ver.
Se o primeiro jogo não tivesse sido 4 x 0 e o Cruzeiro não tivesse perdido um zagueiro infantilmente no fim do primeiro tempo do jogo de domingo, talvez teríamos conseguido o campeonato.
Apesar da perda do título, foi uma diversão ter ido ao campo. Mesmo em imensa desvantagem nas arquibancadas, a torcida do Cruzeiro fez uma festa e apoiou o time durante todo o jogo, mesmo com lances bizarros e a falta de qualidade técnica de alguns jogadores.
O mais engraçado que por volta dos 20 minutos do segundo tempo, com o título já do outro lado, a torcida começa a gritar “Olé” para cada passe cruzeirense.
Obviamente, a vitória não serviu para apagar a péssima impressão deixada pela vergonhosa derrota da primeira partida, mas pelo menos saímos de cabeça erguida.
Para o Campeonato Brasileiro, que começa no próximo fim de semana, não vamos esperar muito. Apostei em boas campanhas nos últimos anos e me dei mal. Melhor me contentar com pouco dessa vez.
E eu acho que o Santos infelizmente vai ganhar.
Na segunda estava assistindo ao MTV Hits em um boteco. Passava um tal programa chamado “My playlist”, onde só vi duas modalidades de clip: os de Hip-Hop e os de banda emo, sendo a proporção entre esses clipes de 9/1 e todos horríveis. Daí estabeleci uma ligação sobre os pseudo-adolescentes de 14 anos que pensam ser o 50 Cent e que são influenciados pela música ruim.
Todos que assisti seguem a mesma estética. Pode ser uma análise prematura, mas tudo pareceu “hip-hop de playboy”, ou seja, coisas que influenciam a galera que anda no Pátio Savassi, por exemplo. Assim, um bom clipe de Hip-Hop começa com fulano convidando alguém pra gravar a música, de modo que a assinatura seja “Cabeça featuring Bizafra”, por exemplo. No caso masculino, você deve fazer cara de malvado o tempo todo e ter pelo menos três figurinos: despojado, informal e terno preto. É bom ressaltar que para o terno é essencial um fundo vermelho ou amarelo. Obviamente, a letra fala de como você é bom e as mulheres gostam de seu som e do seus carros, mas que a sua amada te largou e você tá puto. Assim, arrume uma meia dúzia de mulheres gostosas e uns dois ou três carrões e pronto. Se você for mulher, você tem que cantar sobre o cara que te largou, mas você vai dar a volta por cima. Dispense as mulheres gostosas, mas continue com o carro. No clipe, seu homem quer voltar, mas você vai dar o pé na bunda dele e desfilar em sua Lamborghini.
Para os clipes emo, bem, tem que ser você, um piano e uma praia deserta ou um deserto. Não importa o lugar, desde que passe emoção.
O que mais me espantou na verdade, além da mesmice nos clipes, foi a falta de abertura para outras vertentes. Não vi nenhum clipe de rock, tampouco um mísero R&B (pra ficar na onda black). Será que todo mundo SÓ escuta e assiste Hip-Hop? Ou público-alvo atual da MTV que se interessa somente pelos estilos supracitados?
Uma das coisas mais civilizadas que o mundo moderno nos proporcionou foi a proibição do cigarro em locais públicos fechados. As roupas e pulmões dos não fumantes agradecem profundamente.
Porém, ainda faltam duas coisas pra tudo ficar ainda melhor. A primeira é fazer essa lei funcionar plenamente. A segunda, banir o cigarro de palha dito artesanal do planeta Terra. É realmente ruim chegar em casa fedendo a fumaça. E em um local um pouco menor, a convivência entre pulmões, baforadas e fumaça é impraticável. Se for de um “paioso” então, a situação piora. Desde quando eles foram anunciados como “mais saudáveis” e deixaram de ser coisa de jeca, se tornando artigo para pessoas descoladas, os bares foram tomados por essa praga. E eles são muito mais fedorentos e mais difíceis de manusear do que os cigarros convencionais.
Sim, sei que sou chato com isso, mas é porque realmente me incomoda. Notem que não tenho nada contra fumantes, mas confesso que a falta de senso de alguns me atrapalha um pouco. Principalmente quando isso envolve cigarros de palha.