Enquanto a turma não chega e não vamos pra praia, aproveito para escrever uma meia dúzia de bobagens, já preparando o espírito para o ano novo.
Sem maiores atrasos, conseguimos chegar em Joinville. O vôo atrasou somente meia hora em São Paulo e embora em terra o Fokker 100 estivesse parecendo uma sauna, a viagem transcorreu sem maiores problemas até essa bela cidade catarinense. Devo dizer que Joinville está uma bela sauna também. Calor e muita umidade, uma coisa horrorosa. Até agora, o lugar mais agradável e mais apropriado para a sobrevivência humana que visitei foi a seção de frios do supermercado. O Biergarten, restaurante local que tem ampla variedade de cervejas e comidas alemãs, vem em segundo, mas sinto que não deveria ter ido lá tão cedo. Explico: a culinária alemã, como todos vocês sabem, é uma das mais “robustas” que se tem notícia. Seja nos comes ou nos bebes. Para uma tarde abafada, é claro que uma cerveja desce bem. Mas o joelho de porco e o marreco, embora muito saborosos, desceram meio atravessados. A comida serviu como uma verdadeira âncora. Mas é questão de costume, suponho.
Vale dizer que o povo aqui também é bem bonito. Nessas poucas horas que estou na cidade, pensei em pedir a mão de aproximadamente umas 25 mulheres. Felizmente, a população masculina é escassa e desprovida de beleza.
Vamos ver como será na praia a partir de amanhã. Se esse meu “chassi de grilo” não esturricar, conto o resto depois.
Só um adendo antes de terminar. O curioso dessa história de atrasos e overbooking da TAM, é que agora todo mundo acha defeito e quer descer o pau na empresa. Antes da decolagem para São Paulo, duas comissárias terminavam os procedimentos de embarque e conversavam rapidamente. Foram precisos 34 segundos atá uma infeliz soltar um comentário do tipo: “Elas ficam aí rindo e conversando, mas o avião não sai do chão”. Já no aeroporto de Congonhas, em meio ao pesadíssimo tráfego aéreo, o comandante educadamente – e com um belo sotaque pernambucano – avisa que o atraso é decorrente do excesso de pousos e decolagens. 12 segundo depois, um passageiro fica esbravejando contra o fato de “ter pagado e estar passando calor aqui dentro com o avião parado”. Claro, não tiro a culpa da TAM, mas vamos com calma. Como eu sempre digo, segurar a onda é fundamental, né?
Se a TAM deixar, embarco hoje para Santa Catarina e só volto dia 4. Não sei se vou conseguir escrever de lá. Serão dias bons pra esquecer a vida aqui e começar 2007 com força total. Praqueles que ficam, juízo, boas entradas e que o próximo ano seja ainda mais bacana que 2006!
… I will wait for you here
maybe I will hold you
maybe I will wait
maybe I will go in
maybe I will wait for you
and baby I will go there too
and maybe I will hold you up when your down
and maybe I will run like a scared scared child away
and maybe I will reach up
and maybe I will pray for you not to go
maybe I will
maybe I won’t
you don’t know
don’t know
don’t know
O pior que 2006 termina com a morte de Braguinha e James Brown. Duas perdas imensas pra música. Braguinha e Pixinguinha, escreveram uma das mais belas letras do mundo: “Carinhoso”. E eu não lembro de um cara tão expoente em seu estilo igual James Brown.
Que descansem em paz.
2006 foi meu ano mirabilis, meu ano de descobertas. Viajei, arrumei um trabalho fantástico (as boas coisas vem em pacotes) e gravei um disco. Engraçado como no fim do ano passado, tinha pedido por um ano “mais completo”. E eu acho que consegui ter isso em 2006, mesmo vivendo um Dezembro meio turbulento. Faz parte!
Pode até ser clichê, mas descobri que muita mudança depende única e exclusivamente da gente, e é uma mudança o fato de encarar essas tais mudanças. Paguei pra ver e só tenho colhido frutos da experiência de trabalhar longe de casa e em uma empresa campeã. Além dos desafios e da possibilidade de crescer e planejar, conheci pessoas ali que, sem sombra de dúvidas e mesmo nos momentos turbulentos, quero levar pra vida toda.
Descobri que nem sempre as coisas são do nosso jeito e que faz parte do crescimento aceitar isso e levar a vida pra frente.
Não posso pedir muito mais pra 2007. A vida tem sido boa demais comigo e eu só posso agradecer. Ano que vem, quero lutar pra manter todas essas coisas boas perto de mim e retribuir todo o apoio, carinho e amizade que sempre me deram. É só o mínimo que posso fazer.
Feliz natal!
Essa lista começou a ser trabalhada no começo de setembro. Difícil foi lembrar tudo, mas acho que obtive sucesso. Na categoria shows, não teve jeito. Mesmo com o show do Chico fechando o ano com chave de ouro, Jamie Cullum comandou o batatal. A destacar também o evento Creamfields. Lembro bem que gostei do show do Sasha.
Shows
Discos
Menção honrosa: Gnarls Barkley – “St. Elsewhere”.
Músicas
Menção honrosa: Gnarls Barkley – “Crazy”.
Shows que não fui (mas queria estar lá)
Menção honrosa: U2 em São Paulo. Até colocaria Rolling Stones, mas a zona era grande demais.
Discos que não são de 2006
Andando no centro da cidade hoje, chuva chata e fina, e um vendedor de sombrinhas: “A cidade vai inundar! A cidade vai inundar! Sombrinha é cinco real!”(sic).
Engraçado, se a cidade realmente inundasse, eu pagaria até 100 reais em um caiaque, jangada, até em uma câmara de pneu de caminhão. Mas jamais pagaria cinco reais numa sombrinha. Não vai me servir de nada mesmo.
Enquanto a vontade de escrever coisa relevante não volta, fala aí quem é você e que música você tá ouvindo agora!
É como você se punisse por todo flash ou pensamento relacionado à um fato que você tenta esquecer. E esses flashes e pensamentos aparecem várias vezes ao dia. Tem jeito de acabar com isso?