Desde 2002 falando bobagem (e coisa séria também)

Parrí!

Eiffel à noiteChegamos ontem em Paris. Saímos de 38 graus em Portugal pra uma temperatura de 15 graus com vento e chuva aqui. Já estamos devidamente instalados, distante 15 minutos de caminhada da Torre Eiffel.
Eu, Mari, Joana e Gui.Minha cabeça estava quase me matando, resultado de cinco pints de cerveja, como despedida de Portugal. Cascais é um reduto inglês, então encaramos dois bares de locais. Passei um mal incrivel no avião, mas sobrevivi. Jamais, em hipótese nenhuma, viaje de avião de ressaca. É uma das experiências mais desagradáveis que você enfrenta.
Até agora os franceses foram bem simpáticos. A começar pelo oficial da alfandêga. Por razões desconhecidas, todas as malas dos vôos internacionais estavam sendo revistadas. Lanche no LouvreLogo, abrimos nossas mochilas e malas. O cara espantou quando viu o bolo de roupas que meu mochilão leva e logo disse “bom, você está só levando roupas? Vou passar a sua mala no Raio X e você está liberado”. Gostou de saber que eu era jornalista e baterista, mas achou que era melhor ter comprados camisas do Barça ao invés do Real Madrid. Basicamente ele agiu como o cara da imigração inglesa, mas simpático.
Gui no Pour GurgetAinda tivemos tempo de ver a Torre Eiffel à noite e hoje demos uma bela volta pelo Louvre. Umas cinco horas brincando naquele museu. Aposto que vimos em torno de 40% de tudo. Sim, a Monalisa estava em exposição. Desnecessário dizer que estava apinhado de gente. Mas eles esquecem que tem MUITO mais coisa pra ver. As esculturas são fodas, os objetos de arte são fodas, a coroa de Luis XV é brega.
O que me deixa meio apreensivo é não saber falar francês. Sei “Bonjour”, “Au Revoir”, “Merci”, “S’il vous plaît” e “Parlez-vous anglais?”. Mas acho que eles nem são tão frescos assim. O cara da Pizza Hut, ao ver que eramos estrangeiros, já emendou um “Can I help you?” numa boa.
As fotos são de ontem na Torre Eiffel e de hoje no Louvre.
E virei o segundo melhor da quinzena no nosso querido Coke Ring.


Os ·%&$% quebra-molas Madrilenhos

Contribuição do Gui para o blog do Cabeça

Desde que os Mouros invadiram essas partes, antes disso ser Capital da España, os locais estão desenvolvendo a arte de atrasar a locomoção e tornar a vida do motorista mais difícil.

Descriçao: Imagine uma grave, rápida e estonteante depressão, agora compacte a mesma num espaço de 30 cm, segue-se uma extremamente rápida rampa que lembra uma parede, e a cereja no topo da torta, um meio fio de três lados bem na esquina entre a “parede” e a plataforma no alto do quebra-mola, que é plana e tem aproximadamente um metro e meio de comprimento, quando sua cabeça acaba de rolar all over the place e você recupera a visão comeca tudo de novo só que desta vez descendo, você pica no meio-fio, aterrisa na rampa e arrebenta na depressão. Fino!


El Sol

Depois de colocar os pés na água, tinha finalmente chegado a hora de se jogar na noite madrilenha. Eis que, seguindo as indicaçoes de Ivan, caímos na El Sol, tradicional casa local. Em uma comparaçao rasa com similares belohorizontinos, seria um misto d’A Obra com Up Bar e Matriz. Chegamos para o segundo ato, a boate. O primeiro, o show de rock, havia terminado, o público já tinha saído e a galera nova chegava.
Resolvemos encarar. Pagamos os oito euros da entrada (com uma bebida por conta da casa) e descemos. Já eram duas da manha e estava vazio. Aos poucos a casa foi enchendo. Um zoô humano. A começar pelos garçons, putos. Cavanhaque fino, anéis de caveira nos dedos, munhequeiras pretas e maestria na arte de dar idéia para as mulheres. Além deles, em uma proporçao aproximada de cinco homens pra cada cara, haviam dois jacus brasileiros, tiozoes solteiros, algumas gordinhas metal, pseudo-cults, cults, gays, mulheres solteiras, um gordo de colete e duas alemas, amplamente assediadas.
As duas dominavam o local. Provavelmente saíram de lá mais bêbadas que todos os caras juntos e sem gastar um euro. Os cinco ou seis sujeitos que se aproximavam delas, vinham com bebidas. Elas bebiam, dançavam e vazavam.
Depois de 3 Heinekens, uma cuba libre e 26 euros mais pobre, demos a noite por encerrada. Dizem que após as boates, os espanhóis vao apra os after-parties, que se extendem das 6 âs 10 da manha… Por isso que tudo aqui abre tarde. :)


43 coisas

Entre em 43things.com, diga 43 coisas que você quer fazer e descubra pessoas com as mesmas vontades.


Impressoes de alguns dias*

O blog saiu do ar ontem, devido ao estouro da banda disponível. Tenho 1 GB de tráfego mensal e ele foi pro beleléu. Pedi mais um espacinho pro Norte e ele atendeu. Bom pra gente. :)

Estamos mais quietos aqui em Madrid, por conta de uns pequenos imprevistos. Mas a tendência é só melhorar daqui pra frente. Vamos entregar o carro dia 29 em Lisboa e seguir para Paris no dia 30. Gui volta pra Londres no dia 4, eu vou pra Freiburg e adjacências alemas no dia 8, pra depois voltar para Londres, lá pro dia 25 de junho.

Ontem vi Missao Impossível 3. O cinema é incrível. 24 salas modernas. Ivan trabalha como projecionista e nos mostrou seu trabalho e os bastidores do cinema. Muito bacana. Porém, TODOS os filmes de TODAS as salas de TODA a Espanha sao dublados! Francamente, nao tem condiçoes. Desanima qualquer cidadao de bem.

Meio fio e calçada sao estacionamento e para-lamas do carro da frente é espaço. Assim explicamos o fato de todos os carros ficarem grudados no meio fio OU subirem nas calçadas para estacionar. E também, claro, os para-lamas amassados e arranhados em 60% dos veículos.

Ah, esqueci de comentar que vi o Adrien Brody no meu primeiro dia em Madrid. Estavamos perdidos de carro, tentando achar o caminho. Numa certa rua, o carro da frente parou e saíram seguranças. O Gui comentou “putz, paramos atrás de um carro oficial”. De repente, sai um narigudo de jeans, camiseta e boné do carro. Era ele.

* E complementadas por dois pints de Guiness.


A estrada

Ponte Vasco da GamaAuto Estrada – Lisboa-Madrid – 20/5
Portugal realmente é um país estreito. Precisamos de quase duas horas para sair de Lisboa e chegar até a fronteira com a Espanha. DormindoA estrada é um tapete. Fácil se chega aos 170, isso porque estamos em um Seat Ibiza. Sem perceber, somos ultrapassados por Mercedes-Benz e BMWs de todos os tipos e por alguns Chrysler Crossfire. Coisa fina. O asfalto é tao bom que talvez seja possível operar um sujeito enquanto viaja. Eu mesmo estou conseguindo escrever isso, sem ao menos ficar enjoado.
Estrada e o vidro com marcas de insetos atropeladosFato: As estradas espanholas realmente fedem à esterco. Pati me disse que sao as famosas “Fábricas de touros de tourada” margeando a estrada. Nao duvido.
Adicionalmente devo dizer que pela primeira vez bateu um frio na barriga. Madrid!Acho que é (era) pelo fato de encarar um país que falo a língua mal e porcamente. Eu já sou travado no português brasileiro, imaginem no espanhol. Vou ouvindo rádio para acostumar com a pronúncia. Gui ensina espanhol em três passos: “Saiba que o ‘J’ se fala ‘rota’, o ‘G’ é ‘rê’ e o ‘R’ é ‘rrrr’ (Ivan disse ontem que os brasileiros tem problema em falar o ‘R’)”. Vamos ver.
Em tempo, coloquei mais fotos nos posts abaixo. Dêem uma conferida.


Na espanha como os espanhóis*

Uma dos meus tours alternativos foi carinhosamente chamado de “Leito Tour”, o que basicamente consiste em comer bem onde quer que eu vá. Em Portugal conseguimos fazer isso bem. Em Madrid nao podia ser diferente. Hoje, durante nosso primeiro dia efetivo em Madrid, Ivan e Liv, nossos anfitrioes nos levaram para uma volta na cidade. Paramos em um bar e Ivan resolveu mostrar rapidamente um pouco da culinária espanhola. Pediu cerveja com limao (na verdade com Fanta Limao, em Paris isso tem outro nome) e porcoes de Tortilla, Callos, Jamon e Calamares fritos. Tortilla dispensa apresentacoes, é um omelete com batatas. Jamon, é o presunto tradicional espanhol. Tem pra todo lado. Callos e Calamares fazem (ou faziam) parte das comidas que eu nao comia por limitacoes éticas. Callos seria a dobradinha local. Partes menos nobres do porco cozidas e com molho. Calamares sao lulas fritas. Desnecessario dizer que tudo é muito bom. E ainda faltam as paellas…

* Na verdade preferia as espanholas (piada infame).
** Perdoem a falta de acentuacao!


¡Madrid!

RocaDepois de sete horas de carro, chegamos hoje em Madrid. A estrada é um tapete. Tinha escrito alguma coisa sobre isso, mas esqueci o bloquinho no carro, de modos que passo as impressoes sobre a viagem posteriormente. Chegamos aqui por volta das 19hs, demos uma volta, tomamos um café e perdermos umas duas horas no trânsito madrilenho até chegar na (bela) casa de nossa anfitria local. Mas estamos bem.
Belém, ora pois!Ontem conhecemos Belém e seus pastéis e também o Cabo da Roca, o ponto mais oeste da Europa. Venta barbaridades.
Desculpem a falta de acentos “til”, mas nao me adaptei aos teclados espanhóis. Também nao me dei bem com os teclados ingleses nem com os portugueses. Mas é a vida. :)


Top 10

Finalmente reconheceram a utilidade desse blog! Fui eleito Top 10 do Coke Ring! :)


A água é fria!

Pagando de torcedor em EstorilUma coisa que não passa é a falta de educação e paciência que os portugueses tem com os brasileiros. Fomos tratados secamente nos restaurantes e em alguns serviços. Castelo em SintraDas duas uma: ou vamos começar a falar inglês em todos os ambientes ou fazer uma camiseta do tipo “Sou Turista Brasileiro. Trate-me Bem”.
Hoje fomos em Sintra e na praia de Estoril. Sintra é bem bacana, cidadezinha perto de Lisboa e que tem um castelo todo construido com dinheiro vindo das nossas riquezas. Dá vontade de pegar um candelabro como recordação. Espantei quando vi uns jovens americanos viajando. Maldades à parte, jamais imaginei que eles tivessem essa vontade de conhecer algo além da América.
CasteloDepois do almoço, uma rápida visita ao circuito de Estoril e ainda conseguimos pegar uma praia. Vale um aviso. Só frequente o mar português se a temperatura, à sombra, for superior aos 35o C. A água é gelada. Rola até um mergulho, mas uma boa nadada é bobagem.
Na praia também vi algumas portuguesas bonitinhas, mas elas tem vergonha de mostrar o corpo. Estavam na areia, de calça de moleton e camiseta. Eu, com meu físico de chassi de grilo e sunga vintage, não tive vergonha na praia. Elas, certamente muito mais bonitas e gostosas deveriam se exibir mais. Mas vá lá.
A casa toda dormiu cedo hoje. Passam das nove da noite e só eu e meu xará, primo do anfitrião, continuamos acordados.


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