Fui indicado pra short-list do Coke Ring, espécie de “competição” (por falta de termo melhor) de blogs que a Coca promove. Curioso que é a primeira vez que eu entrei nesse tipo de evento. A lista sai no dia 2 de maio, parece. Será um belo presente de aniversário pra este humilde espaço.
Chris Rock ensina como evitar o abuso de poder da polícia. Impagável!
Everybody knows, if the police have to come and get you, they’re bringing an ass kicking with you
Minha vida está mais feliz. Falei hoje com ela, musa desde as eras mais remotas. O responsável por esse feito? Claro que só podia ser ele, a quem sou eternamente grato. Ele só podia ter me dado tempo para uma preparação mais digna, ao invés de simplesmente soltar o telefone na minha mão.
O problema é que eu até tentei evitar, mas acabei soltando uma ou duas palas. Mas nada que a simpatia do outro lado da linha resolvesse.
Ai ai.
Do fundo do coração, eu espero que a morte de Telê Santana sirva de inspiração para os técnicos “de beira de estrada” desse Brasil de Deus. Técnicos que defendem a tal “falta tática”, aquela pra parar o jogo, ou que falam pro zagueiro bater, afinal de contas, o drible é uma firula do futebol. Falo isso, porque junto de Telê, vai o último suspiro do futebol bonito. Não peguei muito da carreira do treinador, mas lembro perfeitamente do São Paulo de 1992/1993 e VTs dos jogos da Seleção de 1982. Simplesmente incrível a maneira como os times jogavam. Na verdade, eu acho que Telê era um dos últimos representantes da velha guarda do futebol. Não sei se é nostalgia, mas eu tenho a impressão que no seu tempo o futebol era mais ético, mas bonito e mais apaixonado. Não tinham tantas desculpas, nem tantos termos “técnicos” para algo simples. Simples como os fundamentos que Telê gostava de treinar.
É uma pena, mas vida que segue.
Não quero nem comentar a atitude da torcida do Cruzeiro hoje, que ignorou o minuto de silêncio dedicado ao mestre para continuar cantando gritos de menor importância.
“Me lembro, nessa hora, do nosso vestiário depois da derrota para a Itália no estádio Sarriá, em 82 (Copa da Espanha, Itália 3, Brasil 2).
Estávamos todos mortos, espalhados pelos bancos, uns chorando, outros tristes, pensando na imensa dor do pobre povo brasileiro naquela hora; a nossa dor, a minha dor, era a dor pelo nosso povo, é a dor que sinto agora quando Telê se foi. E me lembro, imagem por imagem, dele naquele momento. Foi uma surpresa a reação dele.
O rosto dele estava sereno, havia paz nos seus olhos. Ele foi de um em um, um olhar forte e profundo, um olhar que nos dizia a única coisa que havia para ser dita, e que ele me fez acreditar:
- Fizemos o melhor que pudemos.”
Sócrates sobre Telê.
No mesmo dia em que um amigo deu uma festa bacana de aniversário, Murphy deixa pra mim alguns quilos de trabalho pra manhã de amanhã (ou hoje, no caso). Claro, eu faço tudo ficar pior. Vou na festa, me divirto, só pra sentir o gostinho. Mas tenho que ir embora cedo, pra não comprometer o serviço.
Ê Murphy, porque você não foi comigo desejar felicidades pro camarada? Hein?
Não sou fã de HQs. Aliás, a única referência que tinha de “Vendetta” era o apelido de um maluco que jogava Counter Strike, na minha época de perder noites e dinheiro na Monkey. Mas, mais uma vez, a adaptação dos quadrinhos pro cinema me agradou. Primeiro, é muito bacana ver filmes onde o “mocinho” é um anti-herói. Além da discussão sobre regimes totalitários, ideiais e etc, o que mais me agradou foi a atuação de Natalie Portman e, claro, de Hugo Weaving. Imagino que seja difícil dar emoção ao personagem sem mostrar o rosto. Weaving, o bom e velho Agente Smith, conseguiu sem dificuldades fazer isso. Você consegue perceber qual o estado de espírito de V somente pelo tom de voz e gestos. Muito, muito foda. Um dos melhores do ano, até agora.
E é chegada a hora das minhas previsões para o Campeonato Brasileiro. Eu sempre erro todas, mas continuo tentando. Os favoritos ao título esse ano são Internacional, São Paulo e Santos. Fortaleza, Figueira, Flamengo não devem aguentar o tranco e vão cair. Eu acho que, com sorte e muito custo o Cruzeiro consegue uma vaguinha na Libertadores. Se você for jornalista esportivo do Rio ou de São Paulo, leia com atenção. Colocaram na cabeça de vocês, talvez por causa do ataque com Gil e Élber, que o Cruzeiro é favorito ao título. Balela. O time tem uma armação fraca e laterais meia boca. A defesa dá umas vaciladas e, se não fosse o Fábio, a situação estaria pior.
Jules: Tem uma passagem que eu decorei. Ezequiel 25:17. O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens de mal. Abençoado é aquele que, no nome da caridade e da boa-vontade pastoreia os fracos pelo vale de escuridão, para quem ele é verdadeiramente seu irmão protetor, e aquele que encontra suas crianças perdidas. E eu os atacarei, com grande vingança e raiva furiosa àqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: chamo-me o Senhor quando minha vingança cair sobre você. Falo isso faz muito tempo. Eu nunca pensei realmente o que isso significava. Pensava que era algo pra dizer a um filho da mãe, antes de atirar nele. Mas, eu vi uma coisa hoje de manhã que me fez pensar duas vezes. Agora, fico pensando: Pode significar que você seja o homem mal. E eu sou o homem justo. E o Sr. 9mm aqui… ele é o pastor protegendo meu traseiro justo no vale da escuridão. Ou, pode ser que você seja o homem justo e eu o pastor, e é o mundo é mal e egoista. Eu gosto disso, mas não é a verdade. A verdade é que você é o fraco. E eu sou a tirania dos homens de mal. Mas eu estou tentando, Ringo. Estou tentando mesmo ser o pastor.
De Pulp Fiction.
Saia de casa sem celular. Esqueci o celular em cima da cama. E até agora não tive nenhum problema. Talvez essa coisa de dependência de celular, pelo menos pra mim, é balela. Não tenho medo nenhum em “não ser achado”. Claro, você perde a facilidade de fazer ligações, mas isso em si nem é tão relevante.
O fato que mais me aliviou ao sair do meu antigo emprego era a certeza de não ter que dividir uma baia com duas pessoas medíocres. Aliás, é impressionante como, de vez em quando, o mediano ganha do bom. Não que ali eu fosse o bom, mas passava longe de ser medíocre. Mas voltando, minha grande tristeza é saber que naquele ambiente, a mediocridade está vencendo. E da maneira mais grossa, queimando as pessoas que já saíram de lá, no caso, esse que vos escreve.
A vontade que dá é de chutar o balde. Mesmo. Escamar sem dó. Mas o único problema é que o cliente não tem nada a ver com isso. Merda.