Com a proximidade do referendo sobre a venda de armas, começo a receber vários e-mails com opiniões sobre o assunto. Curiosamente, todos se opondo ao veto de compra e porte de armas, porém, com argumentos pouco convicentes. Basicamente, mostram dados infudados, do tipo “você sabia que morrem mais pessoas atropeladas por caminhão do que por tiro no Brasil?” ou falando que o fim da compra e porte de arma é o caminho para sermos vítimas de ditaduras ou genocídios, como é citado nos e-mails.
Pessoalmente, eu sou a favor da proibição, simplesmente porque odeio armas. Contudo, esse argumento é de fraqueza comparável aos supracitados. Não quero venda de armas porque isso aqui vai virar um Velho-Oeste daqui a pouco. Não acredito que o fato de eu ter uma arma em casa vai me deixar mais protegido ou que eu tenha de fazer o papel da polícia. Francamente, eu gostaria que a malandragem fosse a primeira a entregar as armas, mas como isso não é possível, né?
Atualização (30/09): Também me sinto na obrigação de colocar meus pensamentos contra a proibição. A venda de drogas é proibida, assim como jogos de azar, mas a gente vê todo dia gente comprando droga e gastando grana em caça-níquel. Quer dizer, o tráfico de armas possivelmente vai aumentar, se a proibição for a opção escolhida. Que a violência é um problema, todo mundo sabe, mas tirar as armas de circulação não significa a solução. A(s) verdadeira(s) solução(ões) todo mundo já sabe. Melhor distribuição de renda, menos desigualdade social, educação, trabalho, e blá, blá, blá. Diante desse ponto de vista, tirar as armas de circulação e proibir seu porte é uma saída paliativa muito meia boca.
Ainda assim, dormir com uma .44 debaixo do travesseiro ou um trabuco em cima do armário não é garantia de proteção pra ninguém. Proteção por proteção, daqui a pouco vai ter gente colocando mina terrestre no jardim de casa.
Me cobraram umas palavras sobre essa tal máfia do apito. Francamente, também fui pego de surpresa. Quer dizer, a manipulação de resultados sempre existiu. Sempre foi errado, mas achava que era uma mutreta envolvendo somente cartolas e juízes. Quando você tira os cartolas da jogada e coloca apostadores ilegais, as coisas mudam de figura. Continuam ilegais, claro, mas de uma maneira até inesperada.
O que me dá raiva são os diálogos entre Edilson Pereira de Carvalho e o tal empresário. E é uma das poucas vezes que concordo com o presidente do STJD, Luiz Zveiter. Até dói pensar que os dois times e a torcida vão ao estádio de boa fé, para serem prejudicados pelo árbitro. Resta apurar essas denúncias com cuidado, para não desmoralizar um campeonato que, depois de 34 anos, finalmente começa a ter um pouco de respeito e reputação. Como diz o Fantástico, estamos de olho!
Todos que deram o ar da graça na festa de ontem, muito obrigado, de coração. Em breve, coloco as fotos.
Em tempo, da água pro vinho em uma semana.
*Trocadilho com meu sobrenome
Pelo segundo ano vou ao Festival Tudo é Jazz em Ouro Preto. Esse ano o evento manteve o padrão, tanto de infra estutura quanto de shows. Meu estado físico era precário, resultado das pouquíssimas horas de sono da noite anterior, mas consegui curtir. Contudo, os bons shows me deram nos nervos, cada um por seu motivo.
Primeiro, os suecos do E.S.T. não me agradaram muito no experimentalismo exarcerbado. Ivan Lins, apesar da banda incrível, cansa porque é o Ivan Lins. Aliás, na minha concepção, ele não se encaixa na categoria “jás”, apesar de ser famoso nos Estados Unidos por conta disso. E Michel Legrand, apesar de renomado compositor, não passa de um velho pirracento. Ficou incomodado com o barulho e só falou no seu idioma.
De resto, parece que o evento entrou definitivamente no meu calendário.
Partindo do princípio que fiz o certo (jamais mexer na gaveta dos amigos), ou eu mereço um prêmio e uma segunda chance, ou mereço uma punição do tipo ser preso na pista do aeroporto de Confins.
Eu ia colocar o meu hipotético discurso de orador, se, hipoteticamente, eu fosse o escolhido para falar na colação. Acho que é bobagem, ainda mais sabendo que o discurso de nossa oradora foi cercado de discussões e contrariações. Enfim, só de estar ali foi uma vitória e eu ainda tive a honra de ser o juramentista e, consequentemente, o primeiro a ser declarado “Bacharel em Jornalismo”. Melhor assim. Não sabia que, apesar de imensamente demoradas e cheias de formalidades, as colações de grau são agradáveis e rápidas pra quem está participando. Apesar dos trancos e barrancos, das crises, do desejo de sair correndo e desistir, foi bom e compensador ter chegado até o final. De bom, os quatro anos de amizade (que chegaram até o curso de Publicidade), o Bola Quadrada, os programas de rádio e TV e meus “irmãos” que estudaram comigo.
Agora, vida que segue. Com diploma, o que é melhor.
Em tempo, recebi até homenagem.
Como vocês viram, pra acessar o orkut agora é necessário uma conta no Google. Não se desesperem! Pra resolver esse pequeno problema, senhoras e senhores, acessem https://www.google.com/accounts/NewAccount e criem essa conta. Depois, acesse o orkut com o login e senha dessa conta e associe ela a seu login e senha do orkut. Tá tudo explicadinho no site.
Agora, se você encheu o saco do site, essa é a desculpa ideal pra nunca mais acessar…
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