Acho que vou comprar um protetor bucal, daqueles de boxeador. Porque tá complicado tomar bolada na boca (sem trocadilho, seus pervertidos!) toda vez que eu jogo bola. O problema nem é o lábio cortado, mas a possibilidade de quebrar qualquer coisa. Sorte que isso (ainda) não aconteceu.
Ah, antes que eu me esqueça, leia esse manual caso algum mané comente besteira no seu weblog e o processo judicial caia no seu colo. Tem gente que cortou um dobrado com isso…
Desde o primeiro momento, fiquei zapeando os canais e na internet, procurando notícias sobre a situação do Serginho. Se não me engano, a Band News foi quem deu a notícia do falecimento, logo acompanhada do Band Sports e do canal aberto do grupo. A Globo, que transmitia para BH o jogo entre Vasco e Coritiba, resolveu segurar a onda da pelada e disse que \”a notícia do falecimento surgiu, mas ainda não foi confirmada\”. A ESPN Brasil, mais uma vez dando as regras, colocou José Trajano direto do Hospital São Luiz, enquanto o Sportcenter da noite não começava. Mais tarde, no programa, Paulo Soares e Paulo César Vasconcellos deram um show, e acompanhados de um cardiologista tentaram colocar os fatos em ordem.
Depois dos telejornais da manhã, assisti ao Esporte Total – 1ª Edição, com José Luiz Datena e Neto. E foi uma pena constatar que o bom jornalismo da Band ficou restrito aos canais fechados. Datena tentava achar alguma razão para a morte do zagueiro e começou a ser grosseiro com o médico convidado, querendo saber porque não havia um desfibrilador no Morumbi. No Brasil Urgente, mais à noite, o \”apresentador\” deixou a situação piorar. Através de link, Marco Antônio Cunha, diretor do São Paulo e médico, justificava o atendimento à Serginho, quando Datena começou a esbravejar: \”Você não é cardiologista! Não é um especialista!\”. Cunha, relativamente calmo, disse que não era cardiologista, mas sabia do que estava falando e pediu para fazer uma pergunta ao (outro) médico convidado do programa. Datena então, solta um \”você é leigo no jornalismo! Quem faz as perguntas aqui sou eu!\”, e emendou um \”é dificil, a gente tenta fazer um espaço democrático, mas não dá\”.
Como assim, Datena? Não satisfeito com o espetáculo criado em cima da morte do sujeito, o senhor resolveu ser o dono da verdade e insistiu em atacar os médicos e massagistas que tentaram socorrer Serginho. Pela enésima vez, jornalista não é \”formador de opinião\” e nem deve fazer o papel da polícia. Acredito que não havia volta naquela situação, porque se analisarmos friamente, foi um acidente. Acontece com centenas de pessoas, todos os dias. E essa notícia não teria metade da repercussão se acontecesse num treino do São Caetano, por exemplo. Porém ele morreu ali, ao vivo, no jogo da Quarta-feira. Só isso já basta para a espetacularização da notícia e pra imediata \”canonização\” do jogador. Esse negócio é engraçado, né? Não basta dar somente a notícia ruim, tem que criar o pior caso possível e descer a lenha em quem se esforçou pra tentar reverter a situação. Se tudo fosse tão fácil assim…
Jogador do São Caetano morre em jogo contra o São Paulo
Eu fico triste com essas coisas. O pior que depois de ver a mesma coisa com o Marc-Vivien Foe e o Miklos Feher, a gente já perde as esperanças quanto uma melhora ou reversão do quadro. O mais triste foi ver o desespero dos companheiros de clube diante da situação. Vamos ver o desenrolar dos fatos. Descanse em paz, Serginho.
Falando em sapatear, o que me conforta é saber que domino melhor o tempo tocando bateria. Contar tempo dançando samba ou forró é muito mais díficil…
Em tempo, sapatear é uma referência à aula de dança de salão. Aprender sapateado não faz parte dos meus planos.
Problema da manhã: Você ficou até tarde da noite digitando seu projeto de monografia. Devido ao horário avançado, você se esqueceu de salvar e precisou acordar cedo pra (tentar) lembrar o que tinha escrito. Grava no disquete, corre para a faculdade e descobre que o arquivo corrompeu.
Solução: Ligar pra sua irmã e pedir pra ela enviar por email. Após pagar minha taxa de lenha pra internet, consigo imprimir o arquivo e entregar ao professor.
Problema da tarde: Apesar de ouvir que está \”tudo bem\”, seu ortodontista resolve pregar mais algumas peças e passar mais uns arcos na sua boca. O saco, que sempre foi cheio, tá pra estourar, ainda mais sabendo que sopa e sorvete será a alimentação de alguns dias.
Solução: Passar na padaria mais próxima e comprar Chantilly, Sorvete, Guaraná e Cup Noodles. Não é a saída mais saudável, mas já que está na merda, o negócio é sapatear!
\”Expecting everyone to bow and kiss your feet
Don\’t you see respect is not a one way street
Blaming everyone for all that you\’ve don e wrong
I\’ll get my peace of mind when you hear this song\”
Número 1: Eu penso tanto nas outras pessoas que, às vezes, esqueço de pensar em mim.
Número 2: Antes eu queria um projeto de monografia que mudasse o mundo, agora já está servindo um que me passe de ano.
Número 3: Muitas coisas não são do jeito que você quer e/ou concorda, mas fazer o quê?
Número 4: Não é problema meu, se você me afirma as coisas pra você acreditar nelas.
Sim, Cabeção em crise.
O que eu achei mais engraçado na prisão do Duda Mendonça foi ele ter falado que a briga de galo é seu hobby, e que o Brasil inteiro sabia disso. Quer dizer então que se meu hobby for um crime, como por exemplo, roubar toca-fitas ou tacar pedra em jogadores de futebol, eu não posso ser preso em flagrante?
Já bem disse o Chris Rock: \”Toda mulher no planeta é uma espiã. A gente não consegue (conseguia) achar o Saddam Hussein. Se você chega pra uma mulher, as 8 da manhã, e fala que o marido dela está dormindo com o Saddam, ela vai achar o Saddam até as 8 da noite e dizer: \’Saddam, jamais chegue perto da minha casa de novo!\’\”