A VIP e o Twitter

Eu sempre gostei da Revista VIP. Tanto que sou assinante há pelo menos dez anos. Nesse tempo li muitas matérias engraçadas e ensaios interessantes. Os textos e as colunas me agradam e, modéstia à parte, acho que meu estilo de escrever casa bem com a revista.

Mas a revista sempre pisa na bola, principalmente quanto tenta fazer a convergência entre o hype e mulher bonita. Foi assim com os “avatares mais quentes do Second Life” e agora com o ensaio das “twitteiras mais gostosas”.

Primeiro: listar as “twitteiras mais gostosas” em 2009 é tão idiota quanto listar as “fotologueiras mais gostosas” em 2004/5. Com a singela diferença de que o fotolog era entupido de auto-fotos de jovenzitas com decotes profundos e expressões lascivas. Se você fosse uma “gostosa”, você tinha muitas oportunidades para mostrar todo o seu gingado através das fotos. Com o Twitter você tem uma chance só: sua foto de perfil. A culpa não é da VIP, é claro. Alguns idiotas resolveram compilar a lista e a revista foi na onda.

Segundo: A graça do twitter está diretamente relacionada ao que você posta. Caso contrário, não faz sentido você acompanhar as atualizações da pessoa. Apenas um dos três perfis escolhidos pela VIP me trouxe um conteúdo mais ou menos interessante. As outras duas não me apeteceram nem por um segundo.

Terceiro: O efêmero faz parte do jornalismo. No fim do ano mal vamos lembrar dessas mocinhas na revista. Pode ser até que o twitter tenha caído em declinio e tudo voltará ao “normal”. No entanto, fica a curiosidade pra saber qual será a próxima rede social que terá sua compilação de mulheres gostosas.

PS: Acho que esse assunto talvez possa trazer uma discussão interessante sobre a eterna busca pelos 15 minutos de fama. Os decotes profundos e peitorais malhados do fotolog foram também para o orkut. Resultado: Milhões de recados e amigos. Agora a onda é chegar aos milhões de seguidores com o desafio de não ter nada relevante para falar. Talvez a VIP ajude nesse ponto, não?

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BH e a gripe suína

Só para dar um aviso aos que são de fora.

Quem lê os portais e vê os jornais pode estar assustado: BH está recheada de casos de gripe suína. Devo dizer que o clima nas ruas não reflete isso. Pelo menos não por onde ando todos os dias. Não vejo ninguém de máscara ou algo do tipo. Alguns colégios suspenderam aulas e colocaram alguns alunos em quarentena, mas só.

Vale até uma reflexão. O excesso de notícias, o medo e as pessoas com máscaras passam aquela sensação que a gente só vê em filmes tipo “Eu Sou a Lenda” ou “Resident Evil”, de contágio e morte imediatos. Claro que os cuidados devem ser tomados e isso foi (está) sendo feito. Mais como precaução do que por medo, suponho. De qualquer maneira, nem de longe a população por aqui está em pânico.

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Michael e eu

Ontem eu cheguei em casa e vim checar e-mail. Aproveitei para ler a Globo.com e a manchete era: “Michael Jackson é internado”. Não sei porque, mas resolvi correr para o TMZ.com para ter mais informações. Meu queixo caiu no chão: “Michael Jackson is dead”.

Devo confessar, algumas (várias) lágrimas escorreram. Sim, a carreira já tinha ido para o saco, mas poxa, esse foi o primeiro cara que realmente fui fã. Fã de saber TODA a coreografia de Smooth Criminal, de ter um moonwalk de médio para bom, e finalmente, como diz o Chris Rock, esquecer o problema com as criancinhas. Já era triste ver o cara definhando, todos os problemas desde sua infância, essa história mal contada de crescer negro e bonito e terminar um branquelo magrelo. Porém, é mais triste saber que ele morreu cedo.

Michael influenciou umas duas ou três gerações de artistas e deixou suas “crias”, Justin Timberlake e Ushers da vida. Mas nenhum vai chegar perto da genialidade do original.

Valeu, Michael! :(

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Jogando no Quintal

Domingo tive a oportunidade de assistir à apresentação da turma do Jogando no Quintal. Trata-se de um grupo de palhaços que faz um espetáculo totalmente improvisado em cima de sugestões do público. Os palhaços apresentam o jogo e o público dá o tema. A graça está no formato: dois times de futebol composto de três pessoas, um juiz e uma banda. Quem determina o vencedor é o público, através de votação.

Quem puder ver, não perca! Vale demais o ingresso!

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Ambebumlante ‘09

É legal saber que algumas boas idéias nascem em uma mesa de bar. Definitivamente, o Ambebumlante foi uma delas. Veio em uma daquelas mesas de calçada no Redentor, no comecinho de Maio. Queriamos fazer uma caminhada pelos bares que a gente mais gostava. Entre indas e vindas de organização e sugestões, fechamos na lista dos dez bares e fizemos uma primeira programação com eles.

A surpresa veio quando “abrimos” as inscrições (leia-se: convidamos os amigos). Rapidamente 50 pessoas se interessaram, um número que a gente achou o ideal. Amigos de amigos também apareceram e contribuiram para a festa. O evento rolou no sábado, dia 20. Posso dizer com tranquilidade que foi um sucesso. A quantidade de bebida foi mais do que suficiente e todos sairam extremamente satisfeitos.

Começamos a colocar as fotos em uma conta no Flickr. E com certeza teremos a versão 2010 do evento. :)

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O bom filho à casa torna

Desde segunda-feira estou de volta à AddX. Estou assumindo a Gerência de Projetos, além de fazer um pouco de planejamento e outras coisinhas. Trabalho não vai faltar e motivação também não!

Aos amigos da Mapa Digital, meus sinceros agradecimentos!

E vida que segue!

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Big Whiskey & The Groogrux King

bigwhiskeyComo um fã quase devoto, digo que é impossível não gostar de “Big Whiskey & The Groogrux King“, novo disco da Dave Matthews Band. Encaro essa gravação como uma (bela) homenagem à quem se foi, nesse caso o saxofonista LeRoi Moore. LeRoi morreu em agosto do ano passado, por complicações decorrentes de um acidente de moto sofrido dois meses antes. Nesse período, a banda já estava no processo de produção do novo disco.

O disco não é todo sensacional, mas tem suas boas músicas e um valor sentimental enorme. E é inevitável que as letras falem da morte, da perda e tristeza. Mas também falam do outro lado: amor, conquista, felicidade, prova de que o luto é necessário, mas não é eterno. As músicas não são longas e não tem as improvisações características, mas estão bem redondinhas. Jeff Coffin, o saxofonista substituto, fez um bom trabalho. O guitarrista Tim Reynolds aparece também na hora certa. Mas o grande registro fica pra Carter Beauford. O baterista está destruindo, tocando como nunca tocou antes.

Para os fãs, vale a audição e a boa lembrança da figura de LeRoi. Para os que não conhecem, aposto que “Shake Me Like a Monkey” e “Why I Am” serão as preferidas.

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Simonal

Por recomendação da minha tia, fui assistir ao filme “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei“. Confesso, não conhecia muito da carreira do cantor. Sabia de seus sucessos, dos dois filhos e da fama de “X-9 do regime militar”. E recomendo que vocês assistam. O documentário muito bem feito e produzido. Wilson Simonal competiu pau a pau com “rei” Roberto no quesito popularidade. Parece que perdeu por bem pouco.

O legal do filme é (a tentativa de) desmistificação e explicação das grandes polêmicas de sua carreira: “O dedo duro do governo militar” e o tal fato de ter encomendado a tortura do seu ex-contador. Nesse caso, até o contador foi ouvido, quase 40 anos depois. Depoimentos de Simoninha, Max de Castro, Chico Anysio, Ziraldo, Pelé, Miele, contam as polêmicas e outros pontos da vida de Simonal. É interessante ver que a dicotomia vivida no período foi uma das responsáveis pelo julgamento do cantor.

E é triste ver que sua sina continuou mesmo após a queda do regime. Ninguém mudou de idéia ou quis reerguer Wilson Simonal.

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O bom motorista

Sempre defendi que o bom motorista é aquele sujeito de ações seguras e que proporciona conforto para seus passageiros. Dirigir rápido ou de maneira arrojada não coloca o sujeito nessa categoria, muito pelo contrário. Dessa forma, condeno e tenho medo de atitudes do tipo: dirigir a 140 ou 150km/h, cantar pneu nas curvas, trocar de faixas no meio delas e principalmente, andar grudado no carro da frente forçando uma ultrapassagem.

Foi dessa maneira que eu e Carol fomos e voltamos de Juiz de Fora no fim de semana. Pegamos carona com um amigo dela, que também ia para o mesmo casamento. Sem exagero, estar vivo é um prêmio. E sim, eu deveria ter dado um toque no sujeito sobre a maneira que ele estava dirigindo. Pior que esse tipo de gente está aos montes nas estradas, inventando locais para ultrapassagem e colocando outras pessoas em risco.

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A volta de Helio Castroneves

Helinho deu a volta por cima. Acusado de evasão de divisas e sonegação de impostos nos Estados Unidos, poderia passar os próximo 35 anos de sua vida atrás das grades. Durante os trâmites jurídicos, sua equipe cedeu seu lugar à outro piloto. Ele, sua irmã e advogado foram inocentados e no fim de semana seguinte Helinho já estava de volta ao cockpit.

Veio maio, mês da tradicional 500 milhas de Indianapólis. O piloto cravou a pole e venceu a corrida, pela terceira vez. Não nos cabe falar se ele é culpado ou inocente em suas acusações. Embora estivesse torcendo pelo Tony Kanaan, fiquei feliz em ver a emoção do Helio em sua entrevista após a prova. Um choro digno de quem passou por um stress tremendo, chegou no fundo do poço e conseguiu sair.

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O famoso golpe do sequestro

Na quarta de manhã, o telefone tocou uma, duas, três vezes, todas vindas de um número desconhecido. Atendi a terceira, poderia ser urgente, vai entender. Na ligação a cobrar uma pessoa falava que minha irmã (citando o nome quase completo dela) teve o carro roubado, com todos os documentos e ela queria falar comigo. Ok, poderia acontecer. O que estava errado era ouvir a minha irmã gritando com a voz do Don LaFontaine: “Por favor, me ajuda, me tira daqui, eles vão me bater!”

No momento saquei que era um golpe. “Sua irmã está aqui com a gente, nós vamos matar ela!”, “Sai de carro e tira dinheiro”, “Sei que você é jornalista então não sai ligando pra polícia”. Estava levando tudo numa boa, mas tinha um problema. O cara sabia TODAS as informações da minha família, porque ele estava fazendo terrorismo com a senhora que trabalha lá em casa. Eu fui enrolando o sujeito até conseguir falar com minha tia, que foi até minha casa e desligou o telefone. Nessa hora, o “sequestrador” disse: “Vou matar sua irmã!” “Então mata!”

Quando cheguei em casa para almoçar morri de dó. A Do chorava, falando que jamais imaginou cair nesse golpe. Disse que os filhos da puta ligaram falando que eram da polícia, que tinha acontecido um acidente com minha irmã e ela se desesperou e começou a falar. Um comentário me deixou assustado: Segundo ela, ligaram falando o nome inteiro da minha irmã. Será uma sofisticação do golpe?

De qualquer maneira, deu uma raiva tremenda da situação. O cara conseguiu foder meu dia e quase matar do coração uma senhora de 70 anos. Não nego que dá um medinho, mesmo sabendo que era mentira. O diálogo desses sacanas é cheio de buracos e falhas e por isso fiquei mais calmo. Amigos me recomendaram fazer um BO e mudar o número do meu telefone, mas não sei se as duas ações vão adiantar alguma coisa.

O esquema é ir levando e aprender com a situação, além de conviver com a péssima sensação de impotência e medo. Ê merdinha!

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Música do dia

Robert Randolph & Family Band – Ain’t Nothing Wrong With That
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É uma pena ter pouca coisa disponível dessa galera por aí. Essa música é incrivelmente dançante e gostosa de ouvir.

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De volta

Após dois dias de instabilidade, o blog aparentemente voltou ao normal. Peço desculpa aos meus quatro leitores!

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Penseira

Para quem é familiarizado com o a série Harry Potter, existe um objetivo mágico chamado Penseira. Nela, o mágico-fodão-mor Dumbledore, pode depositar e armazenar pensamentos antigos, tirando-os da sua cabeça com a varinha. Dessa forma, o pensamento fica ali, pra quando quiser relembrar ou consultar. Mas o pensamento sai da cabeça, de modo que ele não precisa se preocupar com ele.

Era tudo o que eu queria atualmente. Uma penseira. Tirar alguns problemas da minha cabeça, para concentrar em outros. Acho que o índice de solução de pepinos aumentaria incrivelmente, deixando minha vida mais leve.

#prontofalei.

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Adeus

Não adianta, criamos os cachorros para o mundo. Para quem não sabe, tudo começou em Dezembro, na manhã do dia 24, quando recebi a ligação de uma moça. Ela passeava com seu whippet pelo shopping, quando meu padrinho trocou algumas palavras, comentando que eu tinha uma whippet fêmea, blá blá blá. No mesmo dia, levei a Naomi na casa dela, onde passou a noite.

21 dias depois, no começo de janeiro, o resultado: Naomi esperava cinco filhotes. Vale ressaltar que desde o começo eu sabia que não ficaria com nenhum, para o bem da relação com minha mãe. Pois bem, os filhotes nasceram no sábado de carnaval. E desde então foi uma relação de (muita) alegria e (algum e eventual) ódio. Alegria por ver os bichinhos crescendo e o cuidado da Naomi com eles. Ódio pelo fato de vencerem toda e qualquer barreira entre o quartinho e a área, o que ocasionava destruição e cansaço.

Eles foram crescendo e saindo. Primeiro, os três machos, que eram tratados pelos codinomes Piratinha, Brancolino e Encardidinho. Depois uma fêmea, a Brancolina, que foi “batizada” de Lila. Essa foi para a Carol e está uma gracinha.

Ficou a Lola, até então chamada de Yolanda, dada a semelhança com a cachorra homônima da minha tia. Tinha prometido ela para meu padrinho, que me deu a Naomi. Como ele mora em São Paulo, a logística de entrega é (era) mais complexa. E a Lola foi ficando, crescendo e se divertindo aqui em casa.

Mas hoje ela foi-se para São Paulo. Minha irmã, responsável pela entrega, disse que foi um momento de partir o coração. Mas não adianta, o apego traz essas coisas. A casa está mais calma e vazia, Naomi está mais quieta. Pela primeira vez em dois meses, posso deixar todas as portas da casa abertas, sem o medo de achar um xixi fora do lugar ou ver uma cachorra pirralha correndo para a área com uma meia suja entre os dentes.

O que me faz concluir uma coisa: Criar cachorros sabendo que vai ficar sem eles é uma sacanagem. Você cansa, se desgasta, gasta uma grana e não tem a recompensa de vê-los. Ê saudade! :(

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