Desde 2002 falando bobagem (e coisa séria também)

Bruno, o cavalheiro

Uma máxima de Jerry Seinfeld defendida por mim é a seguinte: “O problema de falar é que ninguém impede que você diga a coisa errada”. Me parece que o Bruno, goleiro do Flamengo não entendeu muito bem a mensagem. Ao comentar o incidente do Adriano com a esposa, resolveu mandar o cavalheirismo e os bons modos para escanteio.

Muitos que são casados sabem que, às vezes, em um relacionamento, é preciso uma discussão, ou até mesmo algo mais sério. Quem nunca brigou ou até saiu na mão com a mulher?. Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, xará. Quando a adrenalina está alta não tem lugar

Para quem já pintava e bordava quando jogava por aqui, essa declaração vira somente a cereja do bolo. Lastimável.


Porque eu sou contra a Cidade Administrativa

Hoje ocorre a inauguração oficial da Cidade Administrativa, a nova sede do governo de Minas Gerais. Foram torrados R$ 1,5 bilhão na construção dos cinco prédios que compõem a Cidade, com o argumento de deixar toda a estrutura do Estado em um só lugar, gerando uma economia de R$ 92 milhões/ano*.

Minha opinião? Sou contra. Simplesmente porque não é uma solução moderna. Mal comparando, a própria Praça da Liberdade é um centro administrativo da sua época. Claro que de 1897 (data da criação do Palácio da Liberdade e seu entorno) para hoje, a estrutura do Estado é outra e muitas secretarias estão localizadas fora dali. Mas hoje não é necessário juntar todo mundo. “Ah, mas e a economia em ligações e despacho de documentos?”, vão questionar. Skype e meios eletrônicos existem pra isso aí. “Só que a obra representará desenvolvimento da zona norte da cidade!” Concordo que é importante, porém convenhamos, não poderiamos utilizar o mesmo espaço para uma série de outras coisas? Um pólo industrial, um centro de convenções, sei lá. Mas não, resolvem construir uma obra “imponente” em um vale, abaixo do nível da estrada. E me desculpem os pachequistas, porque escolher Oscar Niemeyer quando se podia fazer, por exemplo, um concurso? A obra tem a cara dos anos 50.

Finalmente, temos o problema do acesso, já que os servidores vão de ônibus fretado (!). Fizeram uma meia dúzia de linhas marginais de ônibus para atender ao local, sem pensar em uma grande solução de transporte tipo metrô ou VLT.

Fosse eu o governador, reformaria o centro da cidade com essa grana. Existem dezenas de prédios grandes e parcialmente desocupados na Praça 7 e arredores. Colocaria todo o funcionalismo lá, reformando as edificações, interligando-os pelo alto, colocando estacionamento subterrâneo e o escambau. De quebra, transformaria a praça em um grande boulevard. Isso sim seria uma obra moderna e de vanguarda. Não essa “grandiosidade dentro de uma caixa de fósforos” que me parece ser a Cidade Administrativa. :|

* Corrigido às 14h24. Em quinze anos pagamos a conta, perdão!


Dilemas

Não é possível ser gerente de projetos e do lar ao mesmo tempo. Ou você deixa seu trabalho arrumado e deixa a luz do banheiro queimada. Ou esquece de passar relatório pra chefe porque ficou pensando demais na ração da Naomi que acabou.

Ainda acho o meio termo. :)


Spin Doctors – What Time Is It?

Uma das bandas mais divertidas que já tocou no planeta. E esse riff não sai da minha cabeça, é impressionante.

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Três anos

Menção mais do que especial os 996 (+1) dias completados ontem ao lado da Carol. Uma pena eu ter demorado tanto – e ter perdido tanto tempo – para achar alguém que faz tão bem e me deixa tão em paz feito ela. :D


Greve!

Abra qualquer portal para ler as notícias sobre a greve dos rodoviários em Belo Horizonte. O resultado? Caos na cidade. Pessoas que não conseguiram chegar ao trabalho, trânsito caótico.

Essa greve deixou alguns fatos bem claros pra mim, que vão se desenrolando e completando. Pra começar, grande parte da população realmente usa o transporte coletivo. E alguma parcela dessa parte prefere deixar o carro em casa e pegar o ônibus. O aumento de carros em circulação prova isso.

Depois, a comprovação de que sindicato nenhum presta. Posso estar enganado, mas transporte é um serviço essencial. Sem ele, hospitais não funcionam, o comércio não abre e por ai vai. E mesmo em greve, é necessário manter uma escala mínima de serviço. O sindicato dos rodoviários não fez isso e hoje, mesmo com determinação contrária da Justiça, resolveram manter sua posição, fodendo toda a cidade. E se eles aceitarem um reajuste bem menor do que o pedido, não vai ser porque são bonzinhos e se preocupam com a população. Não existe almoço de graça nesta vida.

Sem ônibus, a cidade parou. A prefeitura deve ter percebido como é ruim ficar na mão dos donos das empresas de ônibus. Uma das razões da falta de outros modais de transporte público em BH é exatamente o lobby dessa turma. Claro que nenhum outro tem a capilaridade do ônibus, que consegue entrar nos bairros e em ruas secundárias. Porém, acho que é muito mais fácil você chegar ao trabalho com, por exemplo, uma estação do metrô próxima. E como nem a fiscalização está nas ruas, os perueiros estão fazendo a festa.

Pra finalizar, pelo menos é legal ver as movimentações para carona e campanhas tipo o #tuitesuacarona (e suas variantes). Só gostaria mesmo que elas durassem quando a maldita greve acabar.


Rio no Carnaval

Esse post era pra sair na sexta-feira, mas esqueci o rascunho no trabalho. Acontece. ;-)

Nada como cinco bons dias no Rio de Janeiro. Um leve carnaval de rua, boas incursões alcóolicas e um pouco de praia sempre fazem bem para o corpo e a alma. Não peguei muitos blocos – e nem fiz questão – mas gostei dos que vi. Principalmente a quantidade de pessoas fantasiadas e de crianças nas ruas, fazendo o carnaval menos promíscuo e “perigoso”. É ponto pacífico que a companhia também ajuda muito e nesse quesito tirei a sorte grande. Não só com a Carol, mas com os churrascos e almoços que participamos.

Não sei se é um fato ou foi impressão, mas achei a cidade mais segura, apesar do pouco policiamento que vi nas ruas. Ok, assistimos o desenrolar de um furto, com o furtado correndo desesperado atrás do meliante e sua câmera, mas foi só. Mesmo na Lapa, Cinelândia e Centro, me senti muito seguro.

Antes que me esqueça, se eu pudesse descrever Copacabana em três palavras, elas seriam: Velhos, cachorros e bicicletas. As ruas e supermercados são lotados de idosos e cachorros. Aliás, percebi que labradores e golden retrievers são as raças preferidas de cachorros. Não sei como eles, os animais, aguentam o calor.

E as bicicletas provam o benefício de se morar em uma cidade plana. As magrelas são utilizadas como meio de transporte e entrega em uma frequência bem interessante.


Carreira Curta

Presumo que teria uma curta carreira como piloto na aviação comercial, caso fosse essa a minha escolha. O motivo? Minha preguiça com gente folgada e que não segue as regras. Combinaria algum sinal com a equipe de bordo e eu seria avisado sempre que alguém levantasse antes da hora. Nesse momento eu frearia o avião.

Assim, só nos voos de ida e volta do Rio, aposto que eu derrubaria umas seis ou sete pessoas. Que parariam com essa mania idiota de não seguir avisos e praticar a ansiedade sem necessidade.


Vancouver 2010

Meaghan Simister of Canada, Luge Nunca é demais dizer que eu adoro Olimpíadas de Inverno. Durante meus momentos de ócio carnavalesco, consegui convencer a Carol a assistir Biathlon, Luge e Curling comigo. Ela não entendeu e nem gostou muito, mas eu me divirto horrores.

Quanto ao Luge, minha opinião não muda. Um sujeito normal não consegue descer numa pista de gelo deitado em um trenó. Tem que ter uma dose extra de coragem. E não sei porque, mas Curling deve ser um esporte extremamente divertido. Será que ninguém quer fazer um time em Belo Horizonte? :)


Pausa

Na melhor das hipóteses, este distinto blog volta às suas atividades normais na sexta. Até lá estarei no Rio de Janeiro, curtindo o carnaval.

Bom carnaval para todos. Juízo, bom senso e camisinha. :)


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