Alguns já frequentavam esse distinto espaço quando fiquei enfermo na Alemanha. Só para relembrar, tive um revertério intestinal dos mais severos e precisei ir ao Hospital Universitário de Freiburg. Lá, um dos pontos altos da viagem, o diagnóstico mais rápido da história da medicina. Pedro Gomides foi testemunha e comentou sobre isso na época.
Jamais pensei que esse recorde poderia ser batido. Até hoje. Explico, estou com uma dorzinha chata na lateral da face e na garganta e, depois de amolecer um pouco a cabeça, fui ao hospital próximo daqui de casa. 25 minutos de espera e sou chamado pela médica de plantão. Gastei menos de dez segundos para explicar o que eu tinha. Em outros dez ela levantou, pegou um abaixador de língua, rasgou a embalagem. Tocou a madeirinha na minha boca e já disse: “Ihhhh, é sinusite”. Como assim? Já? Não perguntou mais nada, sentou e começou a escrever a receita. Juro, fiquei menos de dois minutos na sala. Em Freiburg, o Dr. Kerk gastou pelo menos quatro me examinando.
A letra da moça na receita e suas feições dizem claramente que “escárnio” deve ser seu nome do meio. Junte isso com os 201 reais que gastei em medicamentos e eu só torço para que ela não tenha feito nada de errado.
Chego em casa vindo do Aeroporto de Congonhas, a corrida de táxi custou R$ 29,30. Como só tinha uma onça pintada na carteira, para facilitar a minha vida e a do taxista peço para ele arredondar pra 30 reais. “Depois acerto os 70 centavos com o financeiro do trabalho”, pensei.
O taxista me pergunta: “Quer me dar 35 reais e eu te faço uma nota de 40?”. Deu vontade de responder “nem fodendo”, mas só disse que não.
Isso me tira do sério. Qual a vantagem em desviar qualquer quantia de dinheiro? O pior é ser taxado de errado quando se é honesto. Maldita lei de Gerson!
6h50 da manhã, estou correndo pra academia, na Av. Paulista. Sou praticamente um alien, vestindo shorts, tênis e um corta-vento, no frio glacial. Em frente ao MASP, dois sujeitos parados observam o ir e vir da avenida. Eles olham uma moça indo pro trabalho e comentam: “Essa é gostosa”. Olham pra mim, vindo logo atrás e emendam: “E esse é corajoso”.
Decidi que minha “cobertura” das Eleições será diferente. Não vou falar do vice do Serra, nem das mensagens falando do passado da Dilma. Isso ai tem gente melhor e mais importante pra falar sobre.
Pra começar, vou discutir os candidatos que em pleno 2010, utilizam formas arcaicas de fazer campanha. Eu queria saber quantos eleitores decidem seu voto vendo cavaletes, recebendo panfletos ou sendo vítimas de carros de som de candidatos. Aposto que pouquíssimos.
Pessoalmente, tenho ódio dos cavaletes. Enfeiam a cidade, atrapalham a circulação e são colocados de forma ilegal na rua. Basta ver nas Regras do Jogo do TRE-MG. Cavaletes não podem atrapalhar a circulação das pessoas, ficar em jardins e eles devem ser retirados todos os dias após às 22h. Em um fim de semana em BH (e uma andada na avenida Paulista) vi tudo ao contrário.
Questionei o deputado Gustavo Valadares via twitter e ele foi enfático, dizendo que não é ilegal. Sei. Mesmo se não for, definitivamente não é uma boa prática. Da mesma forma que panfletos, faixas e mocinhas balançando bandeiras não são.
Existem outras soluções muito mais limpas, modernas e legais (nos dois sentidos). É só querer ser diferente.
Fiquei tão chocado com a coluna da Barbara Gancia na Folha de domingo, que fiquei com preguiça de argumentar. Quem acredita que só pobre usa a bicicleta como meio de transporte e afirma, via twitter, que vai buzinar, com bom senso, para os “mauricinhos que ocupam as faixas com bicicletas” precisa primeiro perder o preconceito.
Depois, bem depois, ela pode falar alguma coisa sobre as bicicletas.
Convocaram uma reunião de condomínio para decidir sobre a instalação ou não de uma “gaiola de segurança” no prédio. Na prática, é fazer um esquema de Penitenciária ou do Simba Safari: Colocar você entre dois portões, onde um só abre quando o outro fecha.
Aí eu pergunto, se um astuto meliante invade o prédio junto com você, o que fazer? Morrer de fome? Porque o você não vai conseguir entrar no prédio. E o ladrão também não vai querer sair.
Numa boa, essa paranoia com segurança as vezes me cansa.
Pena que não tenho foto desse prato. Ele saiu de uma “engenharia reversa”, baseada em um risoto igual que comi em um restaurante no BH Shopping. Como gosto de arriscar (neologismo para ansiedade), resolvi fazê-lo no meu primeiro jantar pra família aqui em São Paulo. Carol topou o risco, a Pat deu a consultoria remota e partimos pro abraço.
Essa receita é pouco didática, porque presumo que você já saiba fazer risoto. E vale ressaltar que fizemos tudo no olhômetro, sem medidas. Mas para 700g de arroz, gastamos um pacote de bacon em tiras, uma abobrinha e uma cenoura. Imagino que pra duas pessoas seja um terço disso.
O ponto alto do dia de hoje foi a invasão do prédio onde trabalho pelo pessoal do MST. Queriam falar com o presidente da Caixa, ou algo do tipo. Quem estava lá embaixo no começo da tarde, hora que o quiprocó começou, disse que a tensão estava no ar, mas (felizmente) não houve nenhum momento de maior drama.
Talvez por isso (ou por outro motivo), tenha sido vítima escárnio do segurança, quando fui lanchar. Desço acompanhado de dois colegas e, próximo da roleta, percebi que havia esquecido o crachá. O segurança, distante cinco metros, observa, e colocando a mão no bolso traseiro da calça, começa a caminhar lentamente na minha direção. “O senhor esqueceu o crachá?”, ele pergunta. “Sim”, respondo, fazendo uma cara de dó similar à do Gato de Botas. “Entendo… então o senhor vai ter ir lá em cima buscar”, ele completa com um ar de completa superioridade.
Não tive a menor chance de argumentar. Só me restou esperar o elevador, enquanto via, pelo canto do olho, ele liberar a entrada de uma moça bonitinha.

Alimentando um desejo antigo e pegando carona no que o Lucas faz eventualmente em seu blog, vou começar a compartilhar algumas receitas que faço aqui. Não tenho a menor pretensão de ditar regras ou dizer que sou um chef, longe disso. Só acho que as boas coisas devem ser compartilhadas. Mais a mais, desde que me mudei, percebi que algumas receitas são facéis, rápidas e muito baratas.
Pra começar, uma receita que Carol e eu experimentamos ontem, baseada em um prato visto pela mamãe. É um filé com crosta de parmesão. Não existe muito segredo na receita, e como foi a primeira vez, ela ainda está sem as medidas corretas. A ideia era fazer um acompanhamento de batatas ao murro, mas desistimos. O que você vai precisar para servir umas 4 pessoas:
Ah, uma última nota: Em um “grupo controle”, Carol conseguiu fazer a crosta sem a farinha de pão. Vale a tentativa para as próximas vezes. E os 15 minutos de forno deixaram a carne no ponto, com o meio levemente avermelhado.
Bom apetite!
É maldade começar um post com esse título, mas convenhamos, cai muito bem. A Ferrari não precisava pedir passagem para Fernando Alonso, Massa poderia ter negado e sete pontos não fariam diferença para a decisão do campeonato.
Pelo menos pra mim, a marmelada não é motivo para deixar de assistir aos Grandes Prêmios, fazer uma barricada na porta do consulado italiano, deixar de comprar Ferraris (ou Fiats, Alfas, vocês escolhem). No meu caso, ainda vamos (eu e Carol) continuar apostando no bolão que estamos bem mal. Mas digo que Felipe Massa, para grande parte da torcida brasileira, se tornou um terceiro Rubinho Barrichello.
E uma dica para a Ferrari: Da próxima vez, combinem um código melhor. “Felipe, sabe qual é o feminino de nabo? Pois é, é o que você vai ter hoje” ou “Vai uma marmelada ai?” seriam boas ideias.
Em tempo, Flavio Gomes e Victor Martins escreveram grandes (e ponderadas) verdades sobre esse assunto.